Tudo Coopera Para o Nosso Bem

“E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito.” (Romanos 8:28)

Existem momentos em nossas vidas que paramos para pensar sobre tudo que nos acontece diariamente.

Pensamos sobre nossas alegrias, aflições, sorrisos, lágrimas, amigos novos e aqueles que se perderam. Tenho, dentro de mim que três exemplos destes momentos podem ser citados aqui.

Em primeiro lugar, quando alguém nasce. Quando uma nova flor desabrocha em nossa frente. Quando um parente, um amigo, ou até mesmo um de nós, tem seu filho.

Observamos aquela criança que vem ao mundo chorando, que nos primeiros instantes já leva uma palmadinha do médico, para que possa respirar. Observamos seu jeitinho de ser e viver, tão pequena e delicada, com tantos passos a dar, e escolhas a fazer. Com preocupações que ainda nem lhe chegaram ao coração, mas que com certeza cerca seus pais desde o momento em que planejaram tê-la.

Em segundo lugar, na virada de ano, quando fazemos mil e uma novas promessas ao Senhor – as quais cumpriremos com extrema dificuldade, ou não chegaremos a tanto.

Pensamos no ano que se passou, nas possibilidades perdidas, nos planos frustrados, nas promessas não cumpridas, nos sonhos destruídos, nos ideais que se foram. Pensamos, também, nas conquistas. Nos amigos que fizemos, nas proezas realizadas no serviço, nas boas notas que obtivemos, no relacionamento sério que engajamos. Pensamos o quanto Deus foi misericordioso para com cada um de nós, e o quanto devemos a Ele. Olhamos para a Cruz na hora da virada, e fazemos mais alguns votos que, no fundo, tencionamos verdadeiramente cumprir.

Em terceiro lugar, quando a vida segue ameaçada – ou finda.

Neste ponto desejo falar por experiência recente. Pensamos em tudo o que vivemos, desde o nascimento ao presente. Observamos cada palavra que por nós foi dita, e em cada uma que poderia ter sido evitada. Olhamos atentamente, dentro de nossos corações, para cada briga que iniciamos e que poderiam facilmente nunca terem sido realizadas, bastava apenas engolir o orgulho. Lembramos de inúmeras outras coisas, que como num flash atravessam os hemisférios de nossa mente.

Digo que desejo falar por experiência, pois nesta última sexta-feira (22/04/2016) acabei sofrendo um acidente de trânsito. Pela graça de Deus não saí com ferimentos graves, nem a motorista do outro carro. Os veículos se perderam por completo, mas a vida continua. Com este acidente eu realmente parei para pensar em tudo que tenho feito e realizado ao Senhor e na obra dEle. Ao sair do carro, depois da batida, três coisas me vieram à mente.

A primeira foi de agradecer ao Deus Todo Poderoso que me guardou com sua forte mão. Pelos danos causados, pela proporção do impacto, eu não deveria estar vivo.

A segunda, foi um de meus “salmos favoritos”, o de n.º 103, quando Davi diz “bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios. Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades, que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia (…)” (Sl 103.1-4).

E a terceira, um pedacinho do refrão da música “Ele continua sendo bom”, do P.C. Baruk, a saber “Ele continua sendo bom, Ele continua sendo Deus”.

Mesmo em meio às tribulações, temos de levar a verdade deste versículo, que separei lá em cima, em nossos corações. Tudo, e exatamente tudo, coopera para o nosso bem.

Precisamos aprender com cada lição que Deus nos dá, e estas através de nossas vivências e experiências. Deus não pretende nos afogar em sofrimentos para que venhamos a tão somente sofrer. Claro, bem sei que na hora, quando a tempestade ameaça o nosso pequeno barquinho, dificilmente vemos a Graça e a mão de Deus sobre nossas vidas, com as ondas dançando de acordo com as ordens do Senhor.

Jó, conforme nos conta o livro poético, sofreu coisas que nenhum de nós deseja sofrer, mas no fim conheceu a Deus de uma maneira que todos nós almejamos conhecer (Jó 42.5-6).

Paulo, depois de ser perseguido, açoitado e flagelado, aprendeu que em nada teria a vida dele por preciosa, contando que conseguisse cumprir o ministério que por Deus lhe fora proposto (At 20.18-27).

Termino este pequeno texto, que não tenho coragem de chamar de estudo, mas sim de testemunho, citando as palavras do apóstolo Paulo aos de Corinto, em sua segunda carta, “porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;” (2Co 4.17).

Que Deus lhes abençoe!

Daniel Kinchescki

  1. 17 de fevereiro de 2017

    QUE DEUS SEJA LOUVADO E ABENÇOE VOCÊS RICAMENTE

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