Levitas

Desde que me entendo por gente (e não faz tanto tempo assim) a maioria das igrejas atribuem o nome de “Levitas” aos músicos da Igreja e para aqueles que fazem parte do ministério de Louvor.

Numa tentativa de associar o ofício levítico aos músicos, chegamos a um problema comum: no novo testamento, não encontramos nenhuma referência ou orientação que nos ensine que os músicos devem ser chamados de levitas. Isso, por si só, já deveria causar, pelo menos, um questionamento, mas sabemos que na prática, não é o que acontece.

Originalmente, o conceito de LEVITA, vem do Antigo Testamento, que eram os descendentes de Levi, que por sua vez, era filho de Jacó.

No livro de Êxodo capítulo 32 versículo 26 lemos o seguinte: “Moisés ficou de pé no meio do acampamento e exclamou: “Quem for de Yahweh venha até mim!”Todos os filhos de Levi reuniram-se em torno dele.”

A passagem questão refere-se ao momento em que Moisés desce do monte e vê o povo israelita cometendo o pecado da idolatria em torno de um bezerro de ouro. No versículo, podemos ver que os filhos de Levi, os Levitas, se posicionaram em servir o Senhor, e somente ao Senhor. E a partir de então começaram a servir a Deus como ministros.

Entre os levitas, havia sacerdotes que eram da família de Arão bem como seus ajudantes. Neste contexto, o ofício dos Levitas, no Antigo Testamento era todo tipo de manutenção, bem como carregar os utensílios, e isso está em diversos textos no Antigo Testamento (Números capítulos 4, 8, 18).

Muito interessante constatar que, naquele tempo, os levitas não eram músicos, e também não eram os responsáveis pela música, ou os “maestros” do Tabernáculo.

Somente no 1 Livro das Crônicas, no capítulo 9 é que o Rei Davi designou alguns dos levitas para serem os responsáveis musicais. Porém, ao observarmos os capítulos 23 e 25, veremos que muitos dos levitas tinham outros ofícios como porteiros, padeiros, guardas, e etc.

Então, para os nossos dias, não é correto usar o nome “LEVITA” aos músicos, pois a origem dessa prática é muito comum aos adeptos do movimento judaizante.

Sem contar que a maioria dos que se dizem “LEVITAS” só tocam em algumas “igrejas”. Não ajudam com absolutamente mais nada, e principalmente hoje, criou-se um status para que sejam chamados de levitas e tratados como artistas.

É triste, mas é a nossa realidade.

Mais uma vez reforço que chamar músico de igreja de levita não tem respaldo bíblico e quem assim o faz, não entende nem o contexto do Antigo Testamento, e muito menos a realidade da Igreja Contemporânea.

Que Deus nos ajude.

Abraço!

Marco Aurélio Cicco

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