Segue-me
Segue-me. 
Ἀκολούθει μοι. 
Sequere me.
Não seria apropriado fazer a apresentação de argumentos sobre o texto em questão, sem antes compartilhar algo sobre os costumes em Israel que perdurarem inclusive durante a afirmação do bom mestre Jesus “Ao que Jesus lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos sepultem os seus próprios mortos”.” Mateus 8:28 (KJV).
Era costume em Israel que os jovens fossem separados dos seis aos dez anos para estudar a Torah (os cinco primeiros livros da Bíblia), era o Bêith Sefer. Após este período de quatro anos os Jovens, que se mostravam aptos a aprender seguiriam os seus estudos, ao passo que os demais seriam enviados a suas casas para aprender um profissão e se preparar para a vida adulta comum.
Após este período as crianças de dez anos aproximadamente eram enviadas a próxima fase de aprendizado, o Bêith Talmud, nesta ocasião eles estudavam os demais livros das escrituras (Salmos, Profetas, etc) após este período os já adolescentes eram novamente selecionados, os mais aptos ficavam, os demais tinham o mesmo destino dos anteriores.
Este era o momento em que o adolescente deveria escolher seu mestre, talvez esta escolha se desse em razão de afinidade de idéia, uma questão pessoal, linha de vida piedosa… o fato é que após indicar o seu rabino, este o sabatinava longamente. E para entrar na terceira fase de seu aprendizado o chamado Bêith Midrash, os jovens precisavam ouvir a esperada afirmação “Segue-me”.
Jesus chamou a Mateus cobrador de impostos, ou melhor, extorquidor de impostos, o mestre lhe disse: SEGUE-ME. Pedro, André, Tiago e João, as mesmas palavras SEGUE-ME. Na tradição Judaica o discípulo escolhia o mestre e dele esperava ouvir a sentença, no Evangelho da Graça Imerecida, Jesus nos afirma “Não fostes vós que me escolhestes; ao contrário, Eu vos escolhi a vós e vos designei para irdes e dardes fruto, e fruto que permaneça. Sendo assim, seja o que for que pedirdes ao Pai em meu Nome, Ele o concederá a vós”. João 15:16 (KJV)
Eis aqui a diferença do discipulado cristão! O bom mestre passou por nós todas as casas (Bêith, significa Casa) e nos escolheu quando ainda que não tivéssemos pedido sua atenção, ainda quando andávamos na indignidade do pecado. E ainda o amoroso mestre nos acrescenta “Tomai vosso lugar em minha canga e aprendei de mim, porque sou amável e humilde de coração, e assim achareis descanso para as vossas almas”. Mateus 11:29-30 (KJV).
Pense Nisso!
José Alencar Lopes Junior, pastor protestante, jornalista profissional e membro da Academia Pindamonhangabense de Letras – cadeira 7H.
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