Santificação
Assim como Deus soberanamente justifica o seu povo através do sangue de Cristo, assim também é Deus quem soberanamente os santifica pela poderosa obra do Espírito de Cristo. Enquanto a justificação tem a ver com nosso estado legal diante de Deus, a santificação tem a ver com nossa condição atual. Somos libertos da culpa do pecado pela justificação, mas ainda somos pecadores. O pecado ainda habita dentro dos filhos de Deus, de forma que o melhor de suas boas obras é manchado por ele. Na santificação, contudo, o povo de Deus é livrado do poder e do domínio do pecado. O Espírito de Deus dá graça para que sejamos “despidos do velho homem” e “vestidos do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Colossenses 3:9-10). O apóstolo Paulo fala disso em II Coríntios 3:18. Ele diz: “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.” Embora o crente nunca será perfeito nesta vida, na santificação ele é mais e mais transformado à imagem de Cristo.
Não pode ser negado, portanto, que o pecador justificado deva realizar boas obras. Não é verdade que você pode viver como o diabo porque já foi justificado. Embora na justificação o crente seja liberto da culpa de todo pecado, sua justificação não é um fundamento para uma vida ímpia. Essa é a mentira do diabo. Nós que cremos na soberania da graça de Deus, cremos que Deus opera de tal forma nos corações do seu povo que Ele faz com que eles mais e mais fujam do pecado e procurem o que é bom e reto. As boas obras são uma parte essencial da vida cristã. O apóstolo Pedro nos exorta: “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver; porquanto está escrito: Sede santos, porque eu sou santo” (I Pedro 1:15-16). Jesus nos diz que manifestamos o fato de que somos seguidores dele pela produção de muito fruto. Ele diz: “Nisto é glorificado meu Pai, que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos” (João 15:8). Aqueles que são os objetos da graça de Deus, glorificam a Deus mostrando ao mundo as boas obras que a graça produz neles. “Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mateus 5:16).
De fato, se um homem diz que é um crente e, todavia, vive uma vida ímpia de contínuo pecado e promiscuidade, ele mostra que ele não é um objeto da graça de Deus. A fé que é dada pela graça de Deus é uma fé que busca a Deus e a justiça do reino de Deus. Tiago nos ensina isso quando diz: “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo? … Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma” (Tiago 2:14, 17). A verdadeira fé sempre se manifesta nas boas obras. Deveras, o crente está longe de ser perfeito. Todavia, sua santificação implica que ele busca o que é bom e agradável a Deus.
Mas, são estas boas obras o produto da própria força dos crentes? Elas contribuem com algo para a salvação? Podem ser consideradas como a parte do homem na salvação? Não, nunca! Isso é impossível, porque todas boas obras que qualquer crente realize são somente o produto da graça de Deus. À parte da obra de santificação de Deus, o seu povo não pode fazer nada. Lemos em Filipenses 2:13: “Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade.” O crente faz o que é agradável a Deus somente porque Deus soberanamente opera essa boa obra nele. Ele faz com que o crente deseje o que é reto e faz com que ele faça isso também. De fato, todas as boas obras que o seu povo realiza foram determinadas por Deus desde antes da fundação do mundo. “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus ordenou antes para que andássemos nelas” (Efésios 2:10). A vida de santificação do cristão está tanto nas mãos de Deus que os crentes fazem todas as boas obras que Deus ordenou para cada um fazer.
Assim a santificação, como a justificação, é totalmente uma obra de Deus. Assim com Cristo é dito ser nossa justificação, assim também ele é dito ser nossa santificação. “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação …” (I Coríntios 1:30). Santificação é o resultado da obra soberana do Espírito de Cristo baseada sobre o sangue de Cristo. É somente no poder do sangue de Cristo que o crente pode vencer o pecado e fazer o que é bom. O Espírito Santo nos ensina isso em Hebreus 10:10: “Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, de uma vez por todas.” Realmente, Cristo Jesus nosso Senhor, que morreu pelo seu povo, é tudo da salvação. Do princípio ao fim a salvação é baseada sobre o seu precioso sangue.
Referências Nas Escrituras
Santificação: Colossenses 3:9-10;  II Coríntios 3:18;  1 Pedro 1:15-16;  João 15:8;  Mateus 5:16;  Tiago 2:14,17;  Filipenses 2:13;   Efésios 2:10;   I Coríntios 1:30;  Hebreus 10:10
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Fonte: A Soberania de Deus na Salvação – Rev. Steven R. Houck
Fonte:  Covenant Protestant Reformed Church

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

VIA: REFORMA RADICAL

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