Preservação e Perseverança
Visto que Deus soberanamente elege o pecador para vida eterna, o regenera pelo Espírito de Cristo, o chama e lhe dá fé e arrependimento pela sua irresistível graça, o justifica e até o santifica pela força do seu poder, deve ser também verdade que o pecador convertido é feito perseverar na fé pela graça preservadora de Deus. O crente verdadeiro que é salvo pela graça soberana de Deus não pode perder essa salvação. Deus, pelo seu poder soberano, guarda o crente para que não ele não possa cair total e absolutamente do estado de graça. O apóstolo Pedro diz que aqueles que são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai” e “gerados de novo para uma viva esperança” são “guardados pelo poder de Deusmediante a fé para a salvação, já prestes a se revelar no último tempo” (I Pedro 1:2-5). Deus, pela força de seu poder, preserva o verdadeiro filho de Deus para que ele receba esta salvação final e completa que será revelada na segunda vinda de Cristo.
Não poderia ser de outra forma, visto que a obra da salvação é uma obra de Deus. A obra de Deus não falha. A obra do homem é finita e frequentemente termina em nada. Mas a obra de Deus é uma obra todo-poderosa e soberana. Quando ele estabelece seu pacto com o seu povo, promete salvá-los no sangue de Cristo e, então, lhes salva pela sua graça, essa grande obra é certa e segura. É uma obra eterna. Assim Deus diz através do profeta Isaías: “Porque os montes se retirarão, e os outeiros serão abalados; porém a minha benignidade não se apartará de ti, e a aliança da minha paz não mudará, diz o SENHOR que se compadece de ti” (Isaías 54:10). Deveras, os montes podem se retirar; mas a benignidade, a misericórdia e o amor de Deus, que salva o seu povo, permanecerão sobre eles para sempre. Deus não muda. Quando salva alguém, ele salva de fato—salva para sempre. Quando o Deus da vida dá vida, essa vida é uma vida eterna que nunca morre. Dessa forma, Jesus pôde dizer: “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (João 5:24). A vida eterna não é algo que possa ser perdido. Se fosse, não seria vida eterna.
A salvação eterna do povo eleito de Deus é tão certa que nada pode jamais tirá-la deles. Embora os ímpios procurem conseguir com que eles corram com eles em toda a sua lascividade e pecado, embora o próprio diabo os tente para abandonar a Deus e a Verdade de sua Palavra, ninguém é capaz de tirá-los da graça que Deus lhes deu. Jesus diz: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (João 10:28-29). Os crentes estão seguros nas mãos de Cristo e nas mãos de seu Pai celestial. Ninguém pode arrebatá-los. Sim, nem mesmo os pecados dos crentes pode separá-los de Deus e de sua salvação. Todos os seus pecados foram apagados no sangue do Cordeiro. Cristo morreu por eles e Deus os justificou. Portanto, o povo de Deus pode dizer com o apóstolo Paulo: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:38-39).
Isso não significa, contudo, que alguém que professe ser um cristão possa viver da forma que ele quiser e ainda estar certo da salvação eterna. O apóstolo Pedro diz que “somos guardados pelo poder de Deus através da fé” (I Pedro 1:5). Quando Deus preserva o seu povo, ele o faz de uma forma que eles perseveram na fé. Embora o crente verdadeiro possa tropeçar em graves pecados, ele não cai definitivamente. Deus o traz de volta para que pela fé ande nos caminhos de Deus. Ele é preservado no caminho da fé—uma fé que resulta num viver piedoso. Qualquer um, portanto, que professa ser um cristão, mas contínua e abertamente anda nos caminhos do pecado, não é um verdadeiro filho de Deus. De tais pessoas o apóstolo João fala quando diz: “Saíram de nós, mas não eram de nós; porque, se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós” (I João 2:19). Há muitos que professar serem cristãos, mas não o são. Eles caíram de sua profissão. O verdadeiro filho de Deus, contudo, persevera na fé. Não porque ele seja capaz de permanecer de pé por si mesmo, mas porque Deus o preserva pela sua graça. De fato, o povo de Deus tem boa razão para regozijar-se com Judas quando o mesmo diz: “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém” (Judas 24-25).

Referências Nas Escrituras

Preservação e Perseverança:
1 Pedro 1:2-5;  Isaías 54:10;  João 5:24;  João 10:28-29;  Romanos 8:38-39;  1 João 2:19; Judas 24-25
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Fonte: A Soberania de Deus na Salvação – Rev. Steven R. Houck
Fonte:  Covenant Protestant Reformed Church
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto
  1. Um estudo importante para dias confusos como os nossos, onde os cristãos vivem desapegados da verdade eterna do evangelho.

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