O Passo a Passo da Vida

E o menino crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” Lucas 2:40

“Tudo tem seu tempo determinado” – é assim que Salomão dá início ao terceiro capítulo do livro de Eclesiastes, e é da mesma forma que pretendo começar este texto.

Há pouco tempo, fui convidado, por uma amiga, para ministrar a adolescentes sobre a importância de se observar os benefícios de cada faixa etária. Pois, infelizmente, nem sempre nos contentamos “onde” estamos: quando crianças ansiamos em crescer e, quando adultos, sonhamos com os tempos perdidos na infância. Este texto é o resultado de algumas considerações que anotei para a aula em questão.

Em primeiro lugar, gostaria de citar nosso Mestre, como exemplo, de quem soube aproveitar cada instante do seu tempo, mesmo quando criança. Sei que é difícil, mas precisamos lembrar que Cristo “a si mesmo se esvaziou” (Fp 2.7) ao ponto de que, quando Deus se fez carne, o fez na forma de um embrião no ventre até que fosse um adulto pregado à cruz. O ponto é: Jesus foi um bebê dependente dos cuidados de sua mãe; cresceu, tornou-se uma criança, um adolescente, jovem e, aí, adulto. Entretanto, se observarmos Sua história, veremos que não atropelou as faixas etárias, conforme nos mostra o texto do evangelho de Lucas, acima exposto.

Mesmo sendo apenas um adolescente, com aproximadamente doze anos de idade Jesus já tinha noção de sua missão como Filho de Deus (Lc 2.49), e estava disposto a comprometer-se com a obra de Seu Pai. Era um aluno responsável, dedicado e esforçado. Assim, vemos que no exemplo de Cristo, as marcas da infância e adolescência, contextualizadas aos nossos dias, devem ser o constante aprendizado sobre a base da fé cristã, bem como obediência aos pais e submissão aos princípios bíblicos.

Cito novamente, “há tempo para todas as coisas”. Quando na juventude, precisamos entender que nosso papel é nos prepararmos para a vida adulta – buscarmos alimentos espirituais mais sólidos, bem como uma profissão e, se for o caso, amadurecimento para um possível casamento. Outra vez, vemos em Cristo o exemplo para estes dois primeiros pontos que citei. No evangelho de Marcos (Mc 6.2-3), quando Jesus está ensinando nas sinagogas, os judeus se perguntam quem Ele era, fazendo menção de Sua família e profissão. Ainda, não apenas em Cristo, mas nos apóstolos também (Mt 4.18-22), vemos que a busca por uma profissão, o sustento, é algo que caracteriza a juventude e fase adulta.

Entendendo que cada fase de nossas vidas traz seus benefícios e, por consequência, suas responsabilidades, conseguiremos glorificar ao Pai com o nosso crescimento. Saber disto é de extrema importância por ser um emaranhado de informações que nos ajuda a compreender as dificuldades de cada “estação da vida”.

Não devemos, agora como adultos, cobrar de nossas crianças que sejam profissionais, ou que consigam realizar pregações expositivas dos mais diversos textos bíblicos. Devemos, entretanto, estimulá-las para que sejam obedientes aos pais, que saibam respeitar aos mais velhos, tenham noções básicas de sua fé, crença em Cristo e dedicação ao estudo.

Do mesmo modo, não podemos tratar os jovens como a infantes, que necessitam de leite espiritual, já que não suportam o “caldo grosso” da Sã Doutrina. Nossos jovens não precisam de entretenimento ou diversões para que se mantenham membros da igreja visível e fiéis ao Criador. O que eles precisam é de pregação da Palavra – que, na realidade, é indispensável a qualquer faixa etária.

Aos jovens, a Palavra é clara quando trata de conselhos e mandamentos:

“Pais, escrevo-vos, porque conhecestes aquele que é desde o princípio. Jovens, escrevo-vos, porque vencestes o maligno. Eu vos escrevo, filhos, porque conhecestes o Pai. Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens, porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno.” 1 Jo 2.13-14

“Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.” 2 Tm 2.22

Observando tais pontos, que são meramente exemplificativos, conseguiremos ver um crescimento saudável em nossas crianças, adolescentes e jovens, sabendo que desenvolver-se-ão não apenas espiritualmente, mas também emocional e fisicamente.

Sob a Graça,

Daniel Rodrigues Kinchescki

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