O Livro de Deus
Os Artigos da Religião Cristã da Igreja Livre da Inglaterra nos ensinam sobre a centralidade das Escrituras da seguinte forma, “As Escrituras contém todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma que seja crido como artigo de Fé ou julgado como exigido ou necessário para a salvação. Pelo nome de Escrituras Sagradas entendemos os Livros canônicos do Antigo e Novo Testamentos, de cuja autoridade jamais houve qualquer dúvida na Igreja. Os livros chamados comumente “Os Apócrifos,” não formam parte das Escrituras Canónicas; e, portanto, não devem ser usados para estabelecer doutrina alguma; nem devem ser lidos publicamente na Igreja. Recebemos e contamos por canónicos todos os Livros do Novo Testamento, segundo comumente são recebidos..
Neste breve texto, estaremos aprendendo três aspectos fundamentais da Palavra de Deus, asEscrituras Sagradas, também conhecidas como a Bíblia. Ela é a perfeita revelação escrita de Deus para o Seu povo, a Igreja de Cristo. Ainda assim, nos encontramos diante de muitas vozes que ainda perguntam…
DE ONDE SURGE O LIVRO DE DEUS?
O Livro de Deus é a Bíblia, também chamada Sagradas Escrituras ou Palavra de Deus. A Bíblia é a revelação escrita de Deus concernente a se mesmo, a história do Seu povo, e Seu eterno propósito. Nele, encontramos a narrativa redentora através da revelação das intenções do Seu coração e mente para todos os povos, nações e, inclusive, a própria criação na sua totalidade.
Se é verdade que Deus, na sua eterna misericórdia, decidiu usar homens comuns eleitos por Ele para escrever os textos originais das Escrituras Sagradas. Isto não impede de jeito algum o origem divino (João 1:1-5; Salmos 119:89) dos manuscritos, sendo os mesmos a própria inspiração de Deus e Sua Palavra, expressando assim em palavras dos homens os pensamentos de Deus. (2 Timóteo 3:15-17; 1 Pedro 1:20-21)
A Igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade (I Timóteo 3:15), declara que a Bíblia é a própria Palavra de Deus, verdadeira e plenamente, sem erro, de acordo aos propósitos revelados de Deus para a humanidade.
Foi assim que a própria Igreja do Deus vivo inspirada e guiada pelo Espírito Santo fechou o Cânon do Novo Testamento, e reconheceu o Antigo e Novo Testamento constituem o cânon escrito da Escritura que são a verdadeira e autêntica santa Palavra de Deus. Somente através do poder do Espírito Santo pode as mentes dos homens ser abertas (João 16:13-15: Lucas 24:45) para compreender e entender que a Escritura Sagrada é a Palavra de Deus (1 Tessalonicenses 2:13) e que a mesma é relevante e de grande utilidade para cada geração, povo, cultura e lingua. Quando somos iluminados pelo Espírito Santo, a Bíblia é capaz de ser entendida, como nunca antes, como sendo a regra de fé infalível e conduta suficiente, contendo todas as coisas necessárias para a salvação dos homens e para levar-nos a santidade de amor, serviço e adoração a Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. (2 Timóteo 3:15-17; 1 Pedro 1:23-25)
QUAL É O PODER E A AUTORIDADE DA BÍBLIA?
O Livro de Deus é o Testamento vivo dos atos de Deus. A Bíblia é a história da Aliança de Deus dada a todos os povos através de Israel que recebeu a promessa de Deus (Gênesis 12.1-3). Para aqueles que vivem de acordo aos propósitos de Deus e seguem os ensinos de Cristo, as Escrituras manifestam autoridade plena de Deus para realizar todas as promessas da eterna Aliança. deste modo, a cidade de Deus é povoada pelos santos eleitos pelo amoroso ato de Cristo pela obra regeneradora do Espírito Santo.
A Palavra encarnada, Jesus Cristo, o nosso Senhor, é o poder pelo qual a Criação é criada e sustentada até os dias de hoje (Gênesis 1, Hebreus 1.3). Assim também a Palavra escrita é seu poder sacramental pelo qual realiza e sustenta a salvação a todos os que tem sido unido em Cristo pela fé através da pregação da Palavra (Romanos 1.16, 1 Coríntios 1.18, Hebreus 4.1-2). Esta união em Cristo é a revelação escatológica das promessas dadas a Israel, feita realidade na encarnação de Jesus.
Através da verdadeira obediência e plena confiança na Palavra de Deus, a Igreja de Cristo tem recebido a autoridade e poder de Deus para atuar em nome dEle (Êxodo 19.5-6), multiplicar discípulos e discipular as nações (Mateus 28.19-20), resistir o pecado (Salmos 119.11), enfrentar o inimigo, batalhando contra a maldade e vencer o mal (Mateus 16:17-18, Efésios 6.12-17), levar adiante os propósitos de Deus (Efésios 2.10, 2 Timóteo 1.9) e herdar as promessas e benções escritas no Livro de Deus (1 Reis 2.3-4, Efésios 1.11, 2 Pedro 1.4). Este plano é o maravilhoso ministério recebido do Senhor para os seus apóstolos (Mateus 28.19-20), e entregado aos santos para o seu cumprimento (Judas 3).
O QUE ENCONTRAMOS NO LIVRO DE DEUS?
Deus deu a Bíblia para se revelar aos homens, já que eles nunca houvessem sido capaz de conhecer a Deus sem a própria revelação de Deus. Assim, o homem é capaz de conhecer a Deus, como Ele deseja ser conhecido. Também, entregou aos homens as Escrituras Sagradas para mostrar como Ele restaurou Seu governo em um mundo que tinha sido corrupto e desfeito pela rebelião da humanidade.
Especialmente, e de forma especifica, as Escrituras são a revelação escrita de Deus pela qual conhecemos Seu verdadeiro caráter (1 Joao 4.16), a pessoa e centralidade de Cristo (Mateus 16.16-17, João 20.31), a pessoa e obra do Espírito santo (João 14.16-17, Atos 1.8), os planos e esquemas maldosos de satanás (João 10.10, Efésios 6.11-12), e o propósito e a condição do ser humano (Gênesis 1.26-28, Apocalipse 12.9-11).
No Livro de Deus, encontramos os temas principais para compreender a questão especialista, qual é o significado da vida? E as respostas as questões necessárias para a salvação do homem. Assim faz conhecido a obra redentora de Deus a qual é o plano divino para restaurar o homem ao seu propósito original (Efésios 1.4-11). Este talvez seja o ponto mais mal-compreendido, sendo enfatizado somente uma salvação como uma escapatória a punição de um Deus irado, em vez de ver o plano pleno de Deus na obra redentora de Cristo.  Sem compreender este ponto essencial, se faz difícil descobrir a intenção de Deus de estabelecer a Igreja de Cristo (Mateus 16.18-19), o ícone do Reino de Deus para todas as nações ver, e influenciar o mundo com o Seu governo (Atos 1.8, Apocalipse 11.15).
O padrão bíblico é usado para julgar os planos, motivações, ações e palavras dos homens em todos os tempos e lugares, porque nada pode ser escondidos nem desvirtuado diante do Senhor (Hebreus 4.12-13). Também, é por este padrão bíblico atuando através da Igreja que todos os poderes e principados no céu e na terra serão julgados e terão que dar contas dos seus atos na última instância (1 Coríntios 6.2-3, Efésios 3.10). Este padrão bíblico não é outro que as próprias Escrituras sagradas que são a revelação escrita de Deus para a humanidade.
O Livro de Deus cuidadosamente compreendido, se faz plenamente a sabedoria divina e todo o conselho de Deus para o Seu povo para que, deste modo, a Igreja possa levar adiante seu propósito sobre a Terra para a glória de Deus e a salvação das nações  (2 Timóteo 3.15-17). Por esta razão, nunca devemos negar a importância fundamental de ter um conhecimento amplo e profundo da Bíblia, sem tal familiaridade com as Escrituras, dificilmente seremos capaz de cumprir aquilo ao qual Deus nos te chamado e ser mais a semelhança de Jesus, como os seus discípulos. A Igreja de Cristo, toda a comunidade dos discípulos de Cristo, continuam tendo hoje, como sempre, uma absoluta necessidade de conhecer o Livro de Deus, crescendo no conhecimento e entendimento dos textos sagrados. 

COMO CHEGOU A NÓS O LIVRO DE DEUS?

A Igreja reconheceu os livros sagrados do Antigo Testamento a partir da decisão do próprio povo de Deus do antigo Testamento, Israel. Isto aconteceu através de um período longo de reflexão e compreensão dos textos sagrados por partes das autoridades judaicas. O último passo foi dado no ano 90 d.C.. Nesse ano, teve lugar o Concílio de Jamnia, formado por rabinos, mestres e autoridades espirituais de Israel onde se confirmou que os textos sagrados estavam completos e tinham autoridade. Ainda que foi muito tempo antes que os textos dos mesmos já tinham sido reconhecidos e usados por Israel.

 

Os livros sagrados que conformam o Novo Testamento tiveram um processo semelhante. As primeiras listas com alguns dos livros surgiam pouco tempo depois da morte dos apóstolos. Porém, somente seria absolutamente finalizada a lista no ano 397 d.C., Nesse ano, teve lugar o Sínodo de Cartago. Foi nesse sínodo que foi confirmada a lista dos 27 livros que hoje compõem o Novo Testamento. O Sínodo de Cartago reconheceu que tais livros sagrados eram uados e lidos nas igrejas, de forma extensa e presente nos últimos três séculos.

 

O teólogo anglicano, o Ver Dr. R.T. Beckwith, escreveu no seu livro A Origem da Bíblia,  “O que qualifica um livro para ter seu lugar no cânon do Antigo Testamento ou Novo Testamento não é somente que seja antigo, informativo e útil; e deve ter sido lido e considerado valioso pelo povo de Deus por muito tempo; mas, sobretudo, que tem a autoridade de Deus no que diz. Deus falou através dos seus autores humanos para ensinar o Seu povo o que acreditar e como comportar-se. Não é simplesmente uma série de revelações, mas a forma escrita permanente da revelação. Isto é o que significa quando dizemos que a Bíblia é “inspirada,” e faz dos livros da bíblia em este sentido diferente de todos os outros livros.”

 

Três características têm em comum os livros sagrados do Novo Testamento:

 

  1. Os apóstolos tinham recebido a autoridade de falar em nome de Jesus de uma forma única.

 

  1. Tal autoridade apostólica foi reconhecida pela Igreja, através dos textos escritos pelos apóstolos.

 

  1.  A Igreja reconheceu a autenticidade divina dos escritos do Novo Testamento.

 

Bispo Josep Rossello

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