O Deus Que Nos Fere É O Deus Que Nos Cura

“Venham, voltemos para o Senhor. Ele nos despedaçou, mas nos trará cura; ele nos feriu, mas sarará nossas feridas. Depois de dois dias ele nos dará vida novamente; ao terceiro dia nos restaurará, para que vivamos em sua presença. Conheçamos o Senhor; esforcemo-nos por conhecê-lo. Tão certo como nasce o sol, ele aparecerá; virá para nós como as chuvas de inverno, como as chuvas de primavera que regam a terra. “Oséias 6:1-3

Muitas coisas podem contribuir positiva ou negativamente para formação da nossa identidade. Família, amigos, empregos e hobbies são alguns deles. Muito em nós pode ser moldado de forma bela ou ser deformado de acordo com nossas experiências com esses grupos que interagimos.

Quem de nós já não olhou para trás e identificou uma carência, uma ferida ou um trauma por algo que viveu em família, na escola, em um grupo de amigos ou em uma viagem? Da mesma forma, quem também já não olhou para trás e glorificou a Deus por algo que foi feito por você e impactou sua vida de forma positiva e definitiva?

A identidade que desenvolvemos nem sempre é a nossa identidade verdadeira. Caminhos que adentramos em nossas vidas podem nos levar a desenvolvermos uma identidade e um caráter que não são os nossos.

“Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo. Ora, se faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim. Assim, encontro esta lei que atua em mim: Quando quero fazer o bem, o mal está junto a mim. ” Romanos 7:19-21

Paulo expressa essa dificuldade que temos em andarmos em santidade e integridade e expressa que a nossa identidade verdadeira deve estar alinhada com a identidade do Pai, a que Ele tem para nós, expressa através da Palavra e de Jesus.

Na Bíblia temos alguns casos de homens que foram feridos por Deus. Podemos utilizar como mais explícitos os casos de  Jacó e Saulo de Tarso. Eles foram homens que precisaram ser feridos para que descobrissem sua verdadeira identidade, aonde Deus exemplificando isso, muda seus nomes.

A escravidão representa perfeitamente aqueles que não têm identidade. Suas ações, motivações e sonhos são norteados por outros, seu destino está ligado a outros. Espiritualmente também somos escravos muitas vezes. Escravos do nosso pecado, dos nossos vícios, das nossas paixões, dos nossos desejos e da nossa ganância. Jacó e Saulo eram homens assim, vivendo uma vida completamente pervertida e distante do caminho e do propósito que Deus colocou em suas vidas.

Logo, Deus precisa ferir Jacó na perna sim, para que ele possa andar mais devagar e conseguir enxergar o caminho tortuoso que ele estava andando e o caminho correto a seguir. Com Paulo, Deus precisa o ferir nos olhos sim, para que ele possa olhar para dentro e descobrir que quem ele estava perseguindo era quem ele deveria seguir e entregar sua vida.

Sendo assim, conversão é romper constantemente com todas as estruturas / sistemas/ ideologias/ crenças, que nos afastam da nossa identidade original, o melhor de nós mesmos, imperfeitos ainda, porém alinhados com a vontade e o propósito do Pai. É a constância e gradativa renovação da mente e da consciência, que consequentemente mudam nossas ações e nossas atitudes para com os outros e com o mundo. É quando morre Jacó e nasce Israel. É quando morre Saulo e nasce Paulo.

“Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. ” Romanos 12:2

Não nos envergonhemos das nossas feridas, da nossa bagagem e da nossa história, pois elas atestam a glória e o cuidado de Deus, guiando, ensinando, ferindo e curando seus filhos, a fim de os moldarem para que sejam vitoriosos em entrarem pela porta estreita e andarem pelo caminho estreito.

Com amor, Nele e por Ele,

Rafael Câmara Alves.

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