O Cristão e o Trabalho

Vocês sabem como devem imitar-nos, porque nós não ficamos sem fazer nada enquanto estivemos entre vocês, nem recebemos de graça o pão que comemos. Ao contrário, com esforço e cansaço trabalhamos dia e noite para não sermos de peso para nenhum de vocês. (2 Tessalonicenses 3,7-8)

É fascinante lermos os ensinos do Apóstolo Paulo para as igrejas de Cristo. Especificamente, a Igreja de Tessalônica, que era uma igreja em que o ministério entre os gentios estava caminhando bem, estavam firmes no Evangelho.

Os temas centrais desta segunda Epístola aos irmãos Tessalonicenses tinham por objetivo complementar os ensinos da primeira epístola tratando a respeito da Vinda de Cristo. Em meio a ensinos maravilhosos, eis que um exemplo prático de Paulo, acrescido de seus comentários acerca de suas atitudes salta aos nossos olhos. Paulo ensina um pouco mais acerca da postura do Cristão no que diz respeito ao trabalho.

Incrível observar a postura dos cristãos autênticos em relação ao trabalho. No versículo que propus para nossa reflexão, podemos ver que o Apóstolo Paulo deixou claro que trabalhou com todos os recursos que tinha para que não fosse peso, ou seja, gerasse qualquer tipo de incômodo na vida dos outros irmãos.

Embora a passagem bíblica esteja relacionada também a um contexto de época e ocasião, o assunto central destes textos é claro: os pais da igreja primitiva se esforçavam muito para trabalhar para não sobrecarregar a igreja. Exemplo este que o apóstolo Paulo diz que deve ser imitado.

Fato é que a Bíblia fala em muitas ocasiões sobre o trabalho na vida daquele que serve a Deus, porém, gostaria de trazer uma reflexão relacionada ao que podemos aprender com o exemplo de Paulo nos versículos supracitados.

Do que lemos sobre o posicionamento de Paulo, podemos extrair excelentes exemplos e observações para aplicação diária. Sugiro Alguns:

  • Prioridades: Paulo sabia que o trabalho era importante, para não sobrecarregar os irmãos. Ele poderia fazer como alguns fazem hoje, dizendo que estão vivendo “da Obra” e não se importam em usufruir do dinheiro dos outros. Estes que não trabalham não tem em seu caráter o senso de que prioridade é “não ser peso”.  Hoje, muitos afirmam que largaram o trabalho por causa da “obra de Deus”, mas o apóstolo Paulo não fez isso. Será que os auto intitulados “apóstolos” de hoje tomaram esse versículo como exemplo prático em seu ministério? Creio que não.
  • Papel na sociedade: Nunca usaram da prerrogativa de “servir a Deus” para se isentar das responsabilidades que todos os homens têm na sociedade. Trabalhavam, e muito, para o sustento digno. Trabalhavam de forma honrada, dando testemunho da fé, com demonstração prática do que criam. Não “usaram” a fé como escudo ou como fuga de suas realidades, e sim como motivação genuína de coerência entre crença e conduta.
  • Discernimento: sabiam que tinham um percentual de participação no que diz respeito a Obra. Parte era servir, mas havia o trabalho. E não omitiram um em detrimento do outro.

São lições que acredito que devemos trazer para nosso cotidiano no ambiente profissional.

Se direcionássemos um senso de prioridade como o de Paulo, em trabalhar com dedicação para ajudar verdadeiramente a Obra de Deus, buscando nesse ambiente profissional colocar em evidência o caráter de Cristo, com discernimento a respeito de nossa participação na sociedade , acredito que teríamos ao menos uma reputação que não fosse tão ruim com a dos nossos dias.

Além de todo o panorama histórico e bíblica acerca da importância do trabalho, vale a pena estudar com dedicação as diversas formas que o trabalho aparece na Bíblia, para que estas mesmas lições sejam colocadas em nossas vidas.

Que nesse dia em que é comemorado o dia do trabalhador, que possamos refletir , que acima de tudo, trabalhamos diante de Deus, para glorificar o nome dEle em meio aos contextos em que nós, como cidadãos, estamos inseridos.

Façamos isso com Prioridade, com consciência de qual é nosso papel na sociedade e com discernimento, para a glória de Deus.

Pensemos nisso.

Marco Aurélio Cicco

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