O Caminho da Reconciliação

Um dos elementos essenciais do guerreiro é descobrir a importância de se reconciliar com Deus. Porém, tal aprendizado só é completo, se entendemos que sem a intervenção do próprio Deus, o homem não deseja se reconciliar com o Criador. O homem deseja um Deus que cuide dele e responda seus pedidos, e está disposto a fazer aquilo que Deus pede em troca de ter seus pedidos atendidos, porém o homem não deseja ter de volta a relação perdida com Deus. A vergonha do pecado permanece na perspectiva humana.

Esta é a razão pela qual o Caminho ensina que Deus tem feito possível a reconciliação de Deus com os homens através de Jesus Cristo. Agora, o homem poderia ser reconciliado com o Pai, e redescobrir o Criador.

O motivo pelo qual Deus tem tomado tal passo, ainda quando o homem tem pecado e se rebelado contra o Criador, simplesmente será compreendido se conhecemos a verdadeira natureza justa e bondosa do Criador. Deus não é só um Deus irado, como alguns desejam nos apresentar. Ele é muito mais que um Deus irado. Ele é um Pai que deseja resgatar sua criação da própria auto-destruição. Deus não tem prazer algum na morte dos homens.

“Pois não me agra­da a morte de ninguém. Palavra do Soberano, o Senhor. Arrependam-se e vivam!” (Ezequiel 18.32)

“Diga-lhes: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! Voltem-se dos seus maus caminhos! Por que o seu povo haveria de morrer, ó nação de Israel?” (Ezequiel 33.11)

“O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

Ser discípulo é observar a humanidade nos olhos de Cristo. Ele nos ensina o Caminho diante de nós. Não desejamos sair do mundo, nem odiar o mundo, mas abraçar a cruz e a própria mensagem de Jesus para levar a mensagem do amor do Senhor para o mundo.

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (João 3.16-17).

Jesus se fez homem para salvar os pecadores deste mundo, e inaugurar um novo tempo, o tempo do Reino. Às vezes, esquecemos a verdade básica desse amor e maravilhosa graça de Jesus pelos pecadores. Ele não esqueceu dos homens, mas lembrou deles na sua misericórdia. Neste perfeito propósito, leva a entrega dEle para receber os pecados dos homens, e viver a morte dos pecadores naquele que é justo e perfeito.

“Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (1 Timóteo 1.15).

“Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2.24, veja também Isaías 53.5-6).

Se desejamos ser verdadeiros discípulos, e aprender a ser guerreiros serenos de Cristo, cabe olhar o sacrifício de Cristo com corações agradecidos e mentes renovadas. Através de Cristo, Deus tem feito o impossível possível. Tem permitido que os pecadores uma vez mais fossem reconciliados com Ele. Por este motivo, compreendemos a importância de escolher o caminho da reconciliação que Deus nos apresenta através da obra reconciliadora do nosso Senhor, Jesus Cristo.

“Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.18-21).

O Caminho começa com esta reconciliação com o Pai. As boas novas são que é possível voltar a ter íntima comunhão com o Criador, e conhecê-lo como ele tem sido revelado em Cristo. Por este motivo, precisamos nos arrepender das nossas atitudes, pensamentos, jeitos, palavras e pecados que tem sido feitos, pensados e ditos contra Deus e contra outros. Isto nos ajudará a perceber que os homens estamos todos na mesma jornada, e ninguém deverá se considerar mais esperto, ou superior, que os outros, porque a fé que professamos e confessamos em Cristo, é um presente dado por Deus a todos aqueles que são escolhidos para ser parte do povo de Deus, a Igreja.

“”O tempo é chegado”, dizia ele. “O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!”” (Marcos 1.15)

“No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam” (Atos 17.30)

“Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu” ( Romanos 5.1-5)

No Caminho de Reconciliação se entra através de Cristo, e os benefícios desta jornada são fruto da maravilhosa graça de Deus. Aprender a viver esta realidade requer tempo, enquanto seguimos a jornada dia a dia.

Josep Rossello

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