Expiação Limitada (Reformados 21)

Texto base: Rm 5.8-11

Introdução

A expiação limitada é o terceiro dos intitulados cinco pontos do calvinismo. É uma doutrina que se desenvolveu na tradição reformada. Ao contrário do que muitos pensam, não foi Calvino quem formulou este esquema soteriológico. Os cinco pontos do calvinismo são apenas uma parte, e não o resumo do calvinismo.

Os cinco pontos do calvinismo foram elaborados somente 54 anos após a morte dde Calvino (1509-1564) pelo Sínodo de Dort, “composto de 84 teólogos, 18 representantes seculares, 27 delegados da Alemanha, Suíça, Inglaterra e outros países da Europa, reunidos em 154 Sessões, desde 13 de novembro de 1618 até maio de 1619.”1

O objetivo de ter-se formulado os cinco pontos do calvinismo era refutar o documento apresentado pelos “discípulos do professor reformado de um seminário holandês chamado Jacob Arminius (1560-1600), que tinha sérias dúvidas quanto à graça soberana de Deus, visto que era inclinado aos ensinos de Pelágio e Erasmo, no que se refere à livre vontade do homem”.2 No entanto, os alunos de Arminius, que formularam os cinco pontos do arminianismo, tencionavam mudar os símbolos oficiais das doutrinas das Igrejas da Holanda, que se apoiavam na Confissão Belga e no Catecismo de Heidelberg, para substituírem pelos ensinos de Arminius. Portanto, essa foi a razão pela qual os cinco pontos do calvinismo foram elaborados.

Explanação

A doutrina da expiação ou redenção limitada salienta a obra redentora executada por Cristo através de sua morte na cruz. Jesus se ofereceu como o único e perfeito sacrifício pelos pecados para satisfazer a justiça de Deus, sofrendo a ira divina, tornando-se maldito e morrendo no lugar de pecadores. Em suma, é “a obra que Cristo realizou em sua vida e morte para obter nossa salvação”.3 Essa doutrina tem como base a doutrina da predestinação, onde se diz que, desde toda a eternidade, antes do mundo vir a existir, e antes que houvesse a queda, Deus escolheu para si um número limitado de pessoas para salvar (Ap 5.9), enquanto o restante é entregue segundo o seu decreto soberano aos seus próprios pecados como punição pela desobediência ao Senhor e, finalmente, à morte eterna (Rm 1.18-21, 24-32; 6.23).

“A palavra expiação é usada muitas vezes no Antigo Testamento. Além de ser um termo teológico muito incomum”4, significa um “ato ou efeito de expiar; o cumprimento da pena ou castigo que se reputa equivalente à culpa ou delito de alguém. Significa remir culpas ou delitos pelo cumprimento de pena; sofrer as consequências de alguém, cumprir a pena que reabilita uma pessoa e, por fim, purificar”.5 Por exemplo:

“Se um homem não pode pagar uma dívida que tem com o banco, mas se um amigo voluntariamente paga esta dívida por ele, então, esta dívida é coberta e o homem está livre de toda obrigação. Esta é a ideia da expiação”6 e literalmente o que Cristo fez pelos seus escolhidos na obra da redenção, pagando a dívida que tínhamos com Deus.

Todavia, a doutrina da expiação limitada possui algumas implicações de suma importância que devem ser mencionadas. Vejamos, pois:,

  1. A causa da expiação

Qual foi a razão que levou a Cristo se abdicar de toda a sua glória, vindo a este mundo em forma de homem, nascer do ventre de uma mulher, tendo de passar por todo o processo de nascimento, crescimento e desenvolvimento humano e sofrer as limitações, fraquezas e tentações que nos assolam, ser perseguido, maltratado e, finalmente, morto? “Por qual motivo Deus operou desse modo para cumprir seu propósito? Por que o sacrifício do filho de Deus? Por que, ao morrer, morreu a morte maldita da cruz”? 7

Indubitavelmente, o motivo da expiação foi “afetar a relação de Deus com o pecador, o estado e a condição de Cristo como o Autor Mediatário da salvação, e o estado e a condição do pecador”.8 Com efeito, o motivo da expiação é caracterizado por dois pontos:

1.1 O imensurável amor de Deus

Podemos ver o amor de Deus explícito como a fonte da expiação em João 3.16 – Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

Essa passagem relata o grande amor que Deus teve para com o “mundo perverso e pecador”.9 A expressão de tal maneira não se encontra no grego, mas podemos entender não somente por essa passagem, mas por todo o Novo Testamento, especificamente sobre os textos que abordam a missão de Jesus, a intensidade do amor de Deus. O amor de Deus é algo que não se pode medir. A atitude de dar o seu único filho para morrer no lugar e em favor de pecadores (Rm 5.8), para que aqueles que acreditarem em Cristo como o salvador e filho de Deus não serem condenados à morte eterna, mas terem a vida eterna, é magnificente!

1.2 A Sua justiça

Além do amor de Deus ser a causa da expiação (Jo 3.16; Ef 2.4), todavia, a justiça de Deus também faz parte desta súmula. A justiça de Deus requeria que Ele “encontrasse o meio para que a penalidade por causa dos nossos pecados fosse paga. Deus não poderia nos aceitar em comunhão consigo mesmo a menos que a penalidade fosse paga.”10 Essa foi a razão pela qual Deus enviou Cristo para realizar a propiciação. O sacrifício que aplacaria a ira de Deus contra nós, por termos ofendido a sua santidade através do pecado, foi transferido para Jesus (Ez 18.4; Rm 6.23).

Romanos 3.25-26 – A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impune os pecados anteriormente cometidos; Tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

Na versão da NBV, podemos entender melhor o que Paulo quis dizer nessa passagem. Vejamos:

Romanos 3.25-26 – “Deus foi quem enviou a Cristo Jesus para levar o castigo pelos nossos pecados, e assim pôr fim à ira de Deus contra nós. Ele usou o seu sangue para, mediante a fé, nos salvar da sua ira. Deste modo, Ele foi justo, mesmo não tendo castigado aqueles que pecaram em tempos passados. Isto porque aguardava a chegada do dia quando Cristo viria e apagaria os pecados anteriormente cometidos”.11

A necessidade da expiação

Será que não haveria outra forma de Deus salvar a humanidade sem a necessidade da expiação? Era realmente preciso Jesus morrer em nosso lugar?

Indubitavelmente, sabemos pela doutrina da eleição incondicional, o segundo ponto do calvinismo, que o homem não escolhe se voltar para Deus através do seu livre-arbítrio, mas é Deus que escolhe salvar quem Ele quer pela sua “livre e soberana graça”12, independentemente das obras (Ef 2.8; Jo 6.44; 10.24-28; 15.16; 17.6-9,20). “Contudo, salvar homens perdidos não era necessidade absoluta, mas bondade soberana de Deus”.13

No entanto, como Deus não era obrigado a salvar ninguém devido à necessidade absoluta, a expiação se tornou necessária. “Uma vez que foi proposta, a salvação deveria ser assegurada por meio da satisfação que poderia ser conquistada somente pelo sacrifício substitutivo e pela redenção comprada pelo sangue”.15 Heber Carlos de campos complementa essa verdade acerca da necessidade absoluta, dizendo que em Hebreus 2.17 Cristo “teve que experimentar as coisas próprias de um ser humano, ou seja, limitações, fraquezas e tentações. Ele teve de sofrer para entender as coisas relativas à misericórdia e tinha de ser fiel para ser um sumo sacerdote perfeito. Para que isso viesse acontecer, o redentor teve de passar por um processo de aprendizagem”.16 Em hebreus é mencionado também que é impossível que o sangue de touros e bodes remova pecados (referência aos rituais de purificação do AT) (10.4) e que um sacrifício superior é requerido (9.23).

Conclui-se, então, que somente o sacrifício de Cristo é eficaz para aniquilar completamente o pecado (9.26), e que não havia outro modo pelo qual Deus pudesse salvar pessoas a não ser pela morte substitutiva de Jesus.

  1. A natureza da expiação

Esse tema retrata a obediência de Cristo, que é descrita como obediência ativa e passiva. Esses dois aspectos estão inseridos “nas categorias mais especificas com que as Escrituras apresentam a obra expiatória de Cristo, que são o sacrifício, propiciação, reconciliação e redenção”.17

3.1 A obediência ativa

Essa expressão trata especificamente sobre a obediência de Cristo por nós. Como é impossível o homem obedecer completamente a Deus, Jesus teve de viver durante a sua vida quando esteve neste mundo em total obediência à lei de Deus em nosso favor (Fp 2.8), “de modo que os méritos positivos de sua obediência perfeita pudessem ser atribuídos a nós” 19 (Rm 5.19). Isso é o que chamamos de obediência ativa.

3.2 A obediência passiva

Esse expressão ressalta que “Cristo tomou sobre si os sofrimentos necessários para pagar a penalidade pelos nossos pecados”,20 como havia sido profetizado em Isaías 53.3 sobre a vinda do Messias, o qual seria um homem de dores e experimentado no sofrimento. Hebreus 5.8-9 diz-nos que mesmo sendo Filho, aprendeu a obediência por aquilo que padeceu. E tendo sido aperfeiçoado, tornou-se o Autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem.

Os sofrimentos de Jesus como fraquezas, limitações, tentações, rejeição e oposição dos homens, a dor psicológica de suportar o pecado e a culpa como se Ele mesmo fosse um pecador, a dor física da crucificação, o abandono do Pai na cruz, a dor de suportar a ira de Deus contra o pecado e o pecador e a morte, é que fizeram de Jesus o perfeito salvador. Por outro lado, a obra da expiação tem inúmeros efeitos sobre nós. Veremos agora os quatro efeitos da expiação mais detidamente, que são o sacrifício, a propiciação, a reconciliação e a redenção. “Esses quatro termos demostram como a morte de Cristo satisfez as quatro necessidades que temos como pecadores”.21

  1. Sacrifício. Cristo morreu em nosso lugar como substituto e pagou a penalidade da morte que merecíamos por nossos pecados contra Deus (Hb 9.26).
  2. Propiciação. Para que a ira de Deus contra o pecado e contra nós (pecadores) fosse aplacada e removida, Cristo morreu em nosso favor, propício a nós (1Jo 4.10).

iii. Reconciliação. Para que a barreira que nos separava de Deus fosse derrubada (Ef 2.14-18), e a barreira que nos impedia de ter comunhão com Deus fosse removida (Is 59.2), era preciso que alguém intervisse em nosso favor, nos reconciliando com Deus (2Co 5.18-19).

iiii. Redenção. Como pecadores, somos escravos do pecado e de satanás”.22

Redenção traz a ideia de um resgate, que é “o preço pago para redimir alguém da escravidão ou do cativeiro”23. É de vital importância ressaltarmos que Cristo não pagou resgate algum a satanás e muito menos ao pecado, e também não digo que foi a Deus, porque não foi Ele que nos manteve na escravidão, mas satanás e nossos pecados. Cristo comprou e buscou a redenção, e, portanto, nos “é suficiente saber que o preço foi pago e aceito por Deus (a morte de Cristo), onde o resultado foi termos sido redimidos da escravidão”.24

  1. A extensão da expiação

A pergunta crucial que envolve a síntese da extensão da obra expiatória é Por quem Cristo morreu? “No lugar de quem Cristo se ofereceu como sacrifício”25? Existem inúmeras passagens nas Escrituras referentes à morte de Cristo, onde podemos observar que a expiação foi “aparentemente” universal ou que a morte de Cristo foi por todas as pessoas ou pelo mundo todo.

Entretanto, se analisarmos acuradamente o contexto geral acerca da morte de Cristo, constataremos que a expiação não foi universal, mas limitada ou particular. Em outras palavras, Jesus não morreu por todas as pessoas nem pelo mundo inteiro. Embora o sangue de Cristo derramado na cruz fosse “suficiente para cobrir os pecados de todos os homens e para satisfazer a justiça de Deus contra todo o pecado, ele efetua a salvação somente aos eleitos”.26 A expiação se reduziu ou foi eficazmente aplicada somente para algumas pessoas a quem Deus escolheu salvar.

Outro fator importante que envolve a extensão da expiação é que ela também abrange os não eleitos, que desfrutam dos benefícios da morte de Jesus, no que tange as bênçãos terrenas (Mt 5.45). Isso é o que denominamos de “providência geral” ou “graça comum”. Logo, como interpretar as diversas passagens onde é descrito que Cristo morreu por todas as pessoas e pelo mundo todo?

Tanto os cristãos arminianos quanto os cristãos reformados concordam que “o sangue de Cristo é suficiente, em valor, e que sua morte vicária é de valor infinito aos olhos de Deus, e é eficiente ou eficaz somente em relação aos eleitos. O ponto de vista arminiano da expiação universal não é sustentável. Desse modo, a única saída dos arminianos para dizer sobre os que rejeitam a Cristo é dizer que a vontade de Deus é frustrada pelo homem, porque Cristo, ao que pressupõe, morreu por todos os homens aos quais Deus quis salvar, porém, não pôde fazê-lo”27, devido ao “livre-arbítrio” que o homem possui em escolher ou não se voltar para Deus.

Vamos analisar algumas passagens onde os termos muitos e mundo aparecem, e demonstrar que apesar de favorecerem a outra interpretação, enfatizam justamente a expiação limitada. Vejamos:

(Is 53.4-12; Mt 26.28; Mc 10.45; Jo 1.29; Jo 3.16; Rm 5.7-10; 1Cor 15.3; Gl 1.3-4; Tito 2.14; 1Jo 2.1-2; Hb 2.9; Ap 5.8-9; Mc 4.11-12; Jo 10.11,15, 26-28; Jo 17.6-9, 19-21…)

Por essas e outras passagens, vemos que “a bíblia utiliza expressões que são universais em forma, mas que não se referem a todos os homens no sentido distributivo e inclusivo. Palavras como mundo e todos, expressões como cada um e todo homem nem sempre significam, nas Escrituras, todos os membros da raça humana”;28 mas sim, a universalidade e diversidade dos eleitos espalhados por todo o mundo e à inclusão dos gentios na obra da expiação.

Nessa mesma linha de pensamento, Ronald Hanko afirma que “o que tais passagens ensinam é que Cristo morreu por todos os homens sem distinção, não por todos os homens sem exceção. Em outras palavras, tais passagens ensinam que Cristo morreu por todos os tipos de homens (1Tm 2.6a), por todos que estão nEle (1Co 15.22), ou pelo mundo de seu povo, isto é, por seus eleitos de todas as nações”.29 Por isso a ideia de que Jesus morreu por todos os homens, mesmo que todos não sejam salvos, deve ser rejeitada. Seria o mesmo que dizer que a obra de Cristo, no projeto da salvação, não foi perfeita, mas ineficaz, e que o sangue de Jesus foi derramado em vão por alguns que não o querem. Destarte, seria necessário ajudar a Jesus salvar o homem pela livre escolha dele.

Portanto, a expiação limitada não é o meio que pode vir tornar possível a salvação, antes, é o meio que tornou possível a salvação dos eleitos que foram predestinados por Deus Pai em Cristo.

  1. A perfeição da expiação

Cristo não veio fazer os pecados expiáveis; Ele veio para expiar pecados!

Hebreus 1.3 – Depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da majestade, nas alturas.

Cristo não veio para fazer Deus reconciliável, Ele reconciliou Deus conosco por meio de seu sangue.30

Conclusão

“A expiação é uma obra completa, jamais repetida ou passível de repetição”.31 “Ela é a provisão eterna do amor no coração de Deus”.32 Ela não força nem constrange o amor de Deus; antes, o amor de Deus constrange a expiação, que se fez instrumento para a realização do propósito determinado do amor”.33

A obra expiatória foi perfeita em todos os aspectos e alcançou o seu objetivo. “Cristo não morreu por todos os homens! A expiação é limitada! A redenção é particular! Só a noiva eleita de Cristo (a igreja) é o objeto do amor de Deus no plano da salvação”.34

Efésios 5.25b – Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela…

NOTAS:

  1. Tradução livre e adaptada do livro The Five Points of Calvinism
  2. Duane E. Spencer, TULIP, Os Cinco Pontos do Calvinismo à Luz das Escrituras, pág 111-112, Parakletos.
  3. Teologia sistemática Wayne Grudem, pág 259.
  4. Gise J. Van Baren. Expiação limitada.
  5. Dicionário Priberam da língua portuguesa.
  6. Gise J. Van Baren. Expiação limitada.
  7. John Murray. Redenção consumada e aplicada, pág 12.
  8. Louis Berkhof. Teologia sistemática, pág 386.
  9. Bíblia de Estudo MacArthur. Notas de Rodapé.
  10. Wayne Grudem. Introdução à Teologia sistemática, pág 271.
  11. NBV.
  12. John Murray. Redenção consumada e aplicada, pág 13.
  13. Ibid.
  14. Wayne Grudem. Teologia sistemática, pág 272.
  15. Turretin, Francis. Institutio Theologiae Elencticae, Livro XIV, Q.X; Thornwell, James Henley. “The Necessity of the Atonement”, em Collected Writings, vol II (Richmond, 1886), pág 205-261; Stevenson, George. A Dissertation on the Atonement (Filadélfia, 1832), pág 5-98; e Hodge, A.A. The Atonement (Londres, 1868), pág 217-222.
  16. Heber Carlos de Campos. As Duas Naturezas do Redentor, pág 109-110.
  17. John Murray. Redenção consumada e aplicada, pág 19.
  18. Ibid, pág 21.
  19. Wayne Grudem. Introdução à Teologia sistemática, pág 273.
  20. Ibid, pág 274.
  21. Ibid, pág 278, 279.
  22. Ibid.
  23. Ibid.
  24. Ibid.
  25. R.C. Sproul. Eleitos de Deus, pág 152.
  26. John Murray. Redenção consumada e aplicada, pág 55.
  27. Duane Edward Spencer. Artigo sobre a Expiação Limitada.
  28. John Murray. Redenção consumada e aplicada, pág 53.
  29. Ronald Hanko. Doctrine according to Glodiness, Reformed free publishing Association, pág 155-156.
  30. John Murray. Redenção consumada e aplicada, pág 47.
  31. Ibid.
  32. Ibid, pág 48.
  33. Hugh Martin. The Atonement: in Relations to the Covenant, the Priesthood, the Intercession o four Lord (Edimburgo), pág 19.
  34. Duane Edward Spencer. Artigo sobre a Expiação Limitada.

Autor: Leonardo Dâmaso

Fonte: Reformados 21

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