ESPERANÇA

Este texto tem por objetivo tratar principalmente sobre uma coisa: esperança. Vamos usar a vida de Sansão como exemplo para tanto.

“E o cabelo da sua cabeça começou a crescer, como quando foi rapado.” Juízes 16.22

 

Vemos que no tempo compreendido pelo livro de Juízes, Israel vivia períodos conturbados. Após a morte de Josué, o povo perdeu-se em seus pecados e delitos. Então Deus, o Soberano Rei, levantou homens e mulheres capazes de guiar as Tribos ao caminho correto, levando-as para mais próximo do Altíssimo, e livrando-as de seus inimigos. Com Sansão não foi diferente.

Consagrado como nazireu, este homem tinha a vida regada de votos e façanhas. Desde matar mil homens utilizando-se apenas de uma queixada de jumento à destruir os portões de uma cidade, arrancando-os dos muros, este juiz foi responsável pelo povo durante o tempo que viveu. Infelizmente, pregadores referem-se nos púlpitos a este homem lembrando-se apenas de seu erro,  quando contam a “história de Sansão e Dalila”.

Após ser fatalmente traído por sua última esposa, Sansão então é levado cativo à terra dos filisteus, e lá tem seus olhos vazados, perfurados, e serve-lhes como escárnio contínuo e diário. Entretanto, ates de orar pela última vez ao clamar por vingança, a Palavra nos narra o que disposto no versículo acima, que o cabelo de Sansão voltou a crescer.

Ao ler estas palavras, pela Graça de Deus, e tão somente por ela, sinto uma paz tamanha em meu ser. As tranças de Sansão simbolizavam a aliança que fora feita com o Senhor. O sinal último deste acordo, voto. Digo que me trazem esperança, pois assim é conosco.

Este juiz, nazireu, pecou. Por diversas vezes e das mais variadas formas ele traiu a Lei de Deus. Contudo, ao analisar o percorrer de sua vida, quando encontrava-se no fundo do poço, buscou o perdão divino. Arrependeu-se, e no arrependimento, que é guiado aos nosso corações pela bondade de Deus (Rm 2.4), achou a esperança que tanto precisava.

Desejo lhe falar de esperança, mas não aquela que lhe afirma uma mudança radical em sua vida, que você irá prosperar e viver em abundância. Não. Proponho-lhe a esperança de que iremos para casa, junto de nosso Pai. Desejo que você sinta, no seu coração, a esperança de que ainda que o mundo arda em chamas ao seu redor, “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os seu [vossos] coração [ões] e os seu [vossos] pensamento [s] em Cristo Jesus” (Fp 4.7).

Ainda, meu desejo ardente é que você sinta que esta esperança reside, também, no fato de que seremos livres, totalmente livres, do pecado. Sofremos, no presente, a influência deste pecado que nos consome a paz e tranquilidade – e isto, “apenas” isto, já nos causa noites em claro! Estamos sendo transformados por Deus, vivendo a esperança de que, ao chegar em casa, estaremos eternamente desfrutando da paz do nosso Senhor Jesus.

Amado leitor, termino este texto lhe pedindo, suplicando, para que você tenha esperança. Ele vem. Ele nos levará para casa. Estaremos a salvo.

Sob a Graça,

Daniel Kinchescki

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