Eleição Incondicional

ELEIÇÃO INCONDICIONAL – 2° PONTO DO CALVINISMO

De acordo com a doutrina da ELEIÇÃO, Deus, antes de criar o mundo escolheu algumas pessoas para a salvação, visando seus próprios propósitos e sem levar em conta a virtude, mérito, ou fé nessas pessoas.

É muito comum utilizar João 3:16 para contradizer a idéia de Eleição Incondicional, uma pequena análise no texto de Álvaro Rodrigues publicado pelo blog BEREANOS nos mostra isso :

“É comum a utilização de João 3:16 por grupos arminianos em uma tentativa frustrada de demostrar contradição entre o amor de Deus e a eleição incondicional. Para este grupo, não há como conciliar a expressão “Deus amou o mundo” com a crença de que Deus escolheu alguns para salvação e reprovou os demais.

“João 3:16 nos diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”

Interpretação: Existem calvinistas que defendem que a expressão “Deus amou o mundo” é referente aos eleitos de Deus que estão em todas as partes da terra. Para este grupo de calvinistas, Jesus quis ressaltar a verdade de que a salvação não estava limitada aos crentes israelitas, mas que se aplicava a todos os eleitos de todo o mundo.

Há outros calvinistas que admitem que a expressão “Deus amou o mundo” refere-se não somente a eleitos, mas a todas as pessoas sem exceção. Só que para este grupo de calvinistas, existe mais de um sentido quando se diz que “Deus amou o mundo”. Eles definem que Deus ama os não-eleitos de forma “provisional”, enquanto que ama de forma “salvífica” somente os eleitos.

O amor provisional refere-se aos benefícios de ordens natural e material que são garantidos pelo sacrifício de Cristo e que são dados por Deus à todos os homens. Por exemplo, Deus, por conta do sacrifício de Cristo, tem “suportado com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição” (Rm 9:22). Isto é um tipo de amor, visto que, levando em conta que todos os homens neste momento mereciam estar no inferno, Deus os tem preservado com vida e sustento. (Mt 5:45, At 17:28)

O amor salvífico refere-se a intenção e desejo de Deus em salvar eternamente aqueles os quais Ele elegeu. São os eleitos aqueles pelos quais Cristo garantiu a salvação. A expressão “deu o seu filho único, para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna” é a garantia de que Deus só ama de forma salvífica os que tem fé, ou seja, os eleitos.

Então o texto ficaria assim: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira ( Amor salvífico e provisional aos eleitos/Amor provisional aos não-eleitos), que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna (Amor salvífico exclusivo aos que creem, ou seja, os eleitos).”

Deste raciocínio se entende que Deus enviou Jesus para que “os que cressem tivessem a vida eterna”. Daí se conclui que Deus ama de forma salvífica somente os crentes, e não a todas as pessoas.” (ARTIGO COMPLETO http://bereianos.blogspot.com.br/).

Alguns cristãos se perguntam: por que é importante entender a nossa eleição por Deus? Não deveríamos ficar satisfeitos simplesmente em saber que fomos salvos? A eleição de Deus de certas pessoas para a salvação e não outras é um ensino difícil para muitas pessoas aceitarem. Embora muitos cristãos lerão na Bíblia sobre a eleição e escolha de Deus de pessoas particulares para a salvação, os tais ignorarão ou tentarão interpretar isso de uma forma que redefina o seu significado. Não obstante a eleição de Deus ser um ensino difícil, visto que é ensinada em centenas de páginas da Bíblia, não deve ser ignorada. Ela nos dá um entendimento correto de Deus com respeito a sua misericórdia, graça e onipotência e de seu plano eterno para a nossa salvação.

O QUE SE QUER DIZER COM ELEIÇÃO INCONDICIONAL? (Por : Bruce A. McDowell)

1- Pré-ordenação

O ensino da Escritura sobre a eleição é uma parte de uma doutrina mais ampla da soberania absoluta de Deus. Não somente nossa eleição para a salvação, mas tudo o que acontece no universo é parte do decreto eterno de Deus. Pré-ordenação é o plano soberano de Deus no qual ele decide tudo o que acontecerá no universo. Nada acontece por acaso. Deus conhece todas as coisas antes que aconteçam, e isso porque as planejou e faz acontecer. Paulo escreve: “Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade…” (Ef. 1:11). Tudo está debaixo do controle de Deus.

2- Predestinação

Predestinação é uma parte da pré-ordenação no fato de ser o plano de Deus para o destino eterno do homem: céu ou inferno. Paulo explica aos efésios como Deus nos predestinou em amor.(Ef. 1:4-6). Paulo fala dos mistérios do que Deus fez por nós em Cristo. (Rm. 8:29-30). O pré-conhecimento (presciência) de Deus sobre nós significa que ele nos amou de antemão. Na linguagem bíblica “conhecer” significa “amar”. Assim, aqueles a quem Deus “de antemão amou”, também os predestinou para serem conformes à imagem de Jesus. Sua pré-ordenação dos crentes é baseada em seu amor eterno. Isso leva a uma cadeia contínua de salvação de ser chamado, justificado e glorificado. Aqueles que crêem em Jesus podem louvar a Deus pela segurança dessa promessa.

3- Eleição Incondicional

Eleição pode ser definida como “o propósito eterno de Deus de salvar alguns da raça humana em e por Jesus Cristo”. Pedro escreveu sua primeira epístola “aos eleitos de Deus” (1Pe. 1:1-2). Toda eleição que é feita é uma eleição condicional. Quando votamos num candidato em determinada eleição, assim fazemos baseados em suas promessas, sua posição política, sua boa aparência, sua raça ou etnia ou algum outro fator. Mas a nossa escolha por Deus, para ser filhos de Deus que foram adotados em sua família, é puramente incondicional. Ela não depende de algo que pensamos, dizemos, fazemos ou somos. Não há como saber o porquê Deus escolhe salvar certas pessoas. Mas com certeza não é baseado em algo presente nessa pessoa. Realmente, esse é um pensamento maravilhoso. Pois quem poderia permanecer diante de Deus para fazer qualquer alegação de que era bom o suficiente para Deus o escolher? Todos estávamos igualmente mortos no pecado, e não tínhamos feito sequer alguma coisa “boa” que nos fizesse aceitáveis a Deus. Se nossa eleição fosse baseada em algo que fazemos, ninguém seria capaz de ir para o céu. Todos seríamos condenados ao inferno, pois ninguém é bom. Assim, podemos louvar a Deus por sua eleição incondicional.

4- Seria justo de parte de Deus escolher apenas alguns?

Freqüentemente a objeção surge quando as pessoas ouvem que Deus elege incondicionalmente alguns e ignora outros para a salvação, pensando que isso necessariamente significa que Deus é injusto. Contudo, para acusar Deus de ser injusto, a pessoa deve de alguma forma provar que algum ser humano merece ser salvo. Mas vemos claramente na Escritura que todos merecem apenas ser condenados ao inferno por sua incredulidade, pecado e rebelião contra Deus. Portanto, Deus seria perfeitamente justo em mandar todo o mundo para o inferno e a morte eterna. A Lei de Deus nos mostra que merecemos sua maldição, como quando o Filho do Homem disse aos bodes à sua esquerda (Mt. 25:41). Contudo, podemos nos maravilhar com o amor compassivo e a misericórdia de Deus quando ele chama seu povo (Joel 2:13).

O contraste entre o que merecemos e o que temos em Cristo é visto no versículo muito amado de Romanos 6:23. Paulo argumenta que é totalmente prerrogativa de Deus escolher quem ele salvará (Romanos 9:14-15). Portanto, a justiça de Deus não seria maculada se ele tivesse escolhido não salvar ninguém ou salvar todo o mundo.

Ninguém pode presumir conhecer a mente do Senhor. Quando Paulo irrompe numa doxologia em Romanos 11, ele diz: “Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor?” (Rm. 11:33b-34a). Ou como Isaías diz: “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR.” (Is. 55:8).

Se culpamos a Deus de injustiça, a réplica de Paulo é encontrada em Romanos 9: “Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus?! Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: ‘Por que me fizeste assim?’ Ou não tem o oleiro direito sobre a massa, para do mesmo barro fazer um vaso para honra e outro, para desonra?” (Rm. 9:20-21).

Assim, mesmo ao ignorar pecadores e deixá-los em sua condenação, Deus tem um direito perfeito e justo de assim fazê-lo. Além do mais, Ele recebe a glória ao assim fazer. Ninguém tem algum direito à misericórdia e salvação de Deus, mas sim somos todos seus devedores.

Quais os textos bíblicos que comprovam a Eleição Incondicional?

1 Reis 8:53/ Salmos 65:4/ Salmos 78:67-70/ Provérbios 16:4/ Isaías 41:8-9/ Mateus 24:22,31/ Marcos 4:11-12/ João 8:46-47/ João 13:18/ João 15:16,19/ João 17:2-24/ Atos 13:48/ Romanos 9:11-24/ Romanos 11:5-10/ Efésios 1:4-12/ 1 Tessalonicenses 1:4-5/ 1 Tessalonicenses 5:9/ 2 Tessalonicenses 2:13/ 2 Timóteo 1:9/ 2 Timóteo 2:10/ Tito 1:1-2/ 1 Pedro 1:1-2/ 1 Pedro 2:7-10/ Judas 4.

“Deve ser lembrados que os objetos da predestinação de Deus não são apenas homens, mas também todas as criaturas racionais de Deus, incluindo os anjos. Mas estamos lidando mais especificamente com Cristo e sua igreja eleita, como o objeto da eleição”.(Herman Hoeksema)

“Todo aquele que ler estas explanações, quando tiver certeza do que afirmo, caminhe lado a lado comigo; quando duvidar como eu, investigue comigo; quando reconhecer que foi seu o erro, venha ter comigo; se o erro for meu, chame minha atenção. Assim haveremos de palmilhar juntos o caminho da caridade em direção àquele de quem está dito: Buscai sempre a Sua face” (Agostinho de Hipona).

FONTES DE PESQUISA :

( I )CONFE( Aplicativo pra Android) Cânones de Dort (1619)

( II )Monergismo

(III) Bereianos.blogspot.com.br

(IV)E-BOOK Eleição Incondicional Romanos 9:6-26-POR Bruce A. McDowell

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

SOLI DEO GLORIA

Fonte do Estudo. CruzGenuina

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