Direitos E Deveres Do Voto Do Cristão

Os cristãos têm o dever de someter-se as leis civis, sempre e quando as mesmas não estejam claramente contra os ensinos de Cristo e dos mandamentos de Deus.

“Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas… Deem a cada um o que lhe é devido: se imposto, imposto; se tributo, tributo; se temor, temor; se honra, honra” (Romanos 13:1-7)

“Lembre a todos que se sujeitem aos governantes e às autoridades, sejam obedientes, estejam sempre prontos a fazer tudo o que é bom, não caluniem ninguém, sejam pacíficos, amáveis e mostrem sempre verdadeira mansidão para com todos os homens” (Tito 3.1)

A história é facilmente esquecida, porque é coisa do passado. A sociedade contemporânea está saturada com informação que acaba perturbando o senso de tempo e espaço, enquanto recebemos informações breves e intensas para chamar nossa atenção. Isto tem feito que esqueçamos o privilégio do voto como resultado de séculos de lutas para ter liberdade e senso de cidadania. Tais surgem como fruto da dignidade do homem feito a imagem de Deus.

Este é o motivo pelo qual o voto deve ser considerado uma oportunidade e direito pelo qual devemos estar agradecidos a Deus. Ao mesmo tempo, não devemos esquecer que o voto é um dever civil que temos como cristãos e cidadãos. A lei estabelece a obrigatoriedade do voto, contudo não devemos emitir o voto por ser uma obrigação imposta, mas um direito de todo homem e mulher para expressar sua intenção e desejo para o futuro.

Diante de um novo período eleitoral, se faz necessárias algumas considerações e orientações para o bem comum e a vida em comunidade cristã.

No nosso país, as eleições acontecem sempre os domingos. Por este motivo, devemos tentar fazer o esforço de exercer nosso voto cedo antes do culto matutino ou Escola Bíblica dominial. No caso disto não ser possível, pode ser feito durante a tarde antes do culto vespertino. Deste modo não precisaremos nos ausentar dos cultos no Dia do Senhor.

As posições partidárias e divisões por causa da política deve estar ausente por completo nos cultos e reuniões dos irmãos evitando que os mais fracos na fé encontrem um motivo de tropeço em estas questões. Sem esquecer, as divisões e conflitos que tais debates podem causar na vida da igreja de Cristo. Por esta razão, é aconselhável ter uma atitude de respeito uns com os outros, ainda quando existam discordâncias e pontos de vistas divergentes. Não permitamos que as paixões da carne tomem o melhor de nós.

O crente deve procurar sempre informar-se bem para saber e conhecer se as posições gerais de um candidato ou partido são a favor dos princípios éticos cristãos e os valores evangélicos e protestantes.

É importante verificar que o candidato da nossa preferência não tenha intenções evidentes de impor alguma lei ou projeto que seja contrário a lei de Deus. Há candidatos que assumem uma postura tolerante diante de certas práticas pecaminosas, ainda que eles não sejam a favor das mesmas. Por exemplo, o aborto. Tem candidatos que ainda sendo a favor da vida, apoiariam uma lei para a mulher poder ter a escolha de abortar uma criança não nascida. É importante que os cristãos não apoiem candidatos que tem como parte da sua agenda favorecer práticas, leis e projetos contrários as Escrituras Sagradas. Não existem maior preocupação para o futuro de uma nação que aqueles políticos os quais toleram certas questões por conveniência política, sem nenhum temor a Deus.

O Cristiano deve procurar votar pela pessoa que considere mais idônea para o cargo a ser eleito, ainda que esta pessoa não professe ser evangélica. Pode ser que um candidato professe ser cristão, mas tem demostrado incapacidade, imoralidade ou defeitos vários no seu caráter e, portanto, não deveria ocupar o cargo pelo qual se apresenta.

Um cristão não deve votar por um candidato por conveniência pessoal de forma egoísta, e pensando somente nos desejos temporais e pessoais. Vender o voto, não convive com o princípio do evangelho de Cristo. Ainda que sejam muitas as necessidades que se tenham, nunca será possível justificar diante de Deus tal posição ética e moral. Os princípios bíblicos são mais importantes que os benefícios que prometa um político ou outro.

Existe a opção de realizar um voto em branco, o qual reflete a convicção de que o votante não pode votar por nenhum candidato com uma consciência tranquila. Esta opção pode ser considerar como valida, tendo presente a dificuldade de encontrar um candidato ou partido que tenha uma clara posição política totalmente de acordo com as Escrituras.

Se deve ser sempre muito discreto no que se refere a comentários sobre os candidatos e sobre as posições políticas. Não seja que mais adiante tais comentários expressados publicamente voltem contra nos. Existe espaços para expressar nossa opinião, e temos o direito de expressar nossa posição, contudo sejamos sábios com nossas palavras. Nunca usemos nossas ideias para atacar a outro irmão que opine de forma diferente.

Devemos ser sempre cuidadosos, considerando as ocasiões e maneiras apropriadas de expressar nossas preferencias política para não causar inimizade desnecessária e conflitos emocionais entre irmãos e amigos. Um cristão não pode participar de ofensas, nem burlas maliciosas, para pessoa alguma. Também, devemos evitar julgar outro irmão que tem uma preferência política distinta.

Os cristãos têm direito de ser candidatos, se acreditam que tal tem sido a vocação recebida do Senhor para servir a nossa nação e ao povo de Deus. O candidato cristão deve levar adiante sua campanha eleitoral de acordo aos princípios bíblicos e os valores éticos cristãos. Tendo cuidado de não levantar calúnia contra outros candidatos, nem falso testemunho. Deverá tratar aos outros candidatos com respeito, ainda quando discorde profundamente das posições e ideias apresentadas pelo outro candidato. Em caso de ser eleito, deverá exercer seu mandato seguindo os princípios morais e éticos das Escrituras, apresentando leis, propostas e projetos para o bem-estar da população, o bem da nação e para a glória de Deus.

O pastor deve ter sempre presente que o púlpito não é um palanque eleitoral. Nem o voto dos membros são da propriedade do pastor. A igreja não é sua, é do Senhor. Portanto, não deverá usar os mesmos para fazer favores políticos, nem promover um candidato. O pastor deverá orar pelos candidatos, e tratar os mesmos com respeito, ainda que presentem opiniões divergentes. Não favorecendo um candidato sobre outro. O pastor deve ensinar ao povo de Deus o que as Escrituras ensinam sobre questões sociais, culturais e éticas para edificar a Igreja de Cristo em todo conhecimento.

Os cristãos devem orar pelos cargos no governo (1 Timóteo 2.2) independentemente se são homens justos ou ímpios. Este mandamento foi dado na época onde estava um dos piores imperadores romanos, Nero. De maneira que, seja quem seja a opção escolhida pelo povo para vereador, prefeito, deputado, senador ou presidente, sempre demos o respeito merecido e oremos por ele, porque sabemos que por cima das pessoas sempre está Deus que governa o Universo.

Rev. Josep Rossello

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