Desafio a Viver Corajosamente

“Digo-vos que do mesmo jeito haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos, que não necessitam de arrependimento.” Lc 15:7

Arrependimento: o foco de atuação do Evangelho no homem! Deus movimenta milênios de história para nos ensinar a respeito do poder de transformação do Evangelho!

Evangelho é a boa notícia de Deus para nós. Notícia essa que não tem sido tão boa ultimamente na boca e na vida de certas pessoas. A notícia de que existe perdão para as falhas cometidas, e reconciliação com o Criador.

Essa é a boa notícia pela qual o Filho entregou Sua vida no Calvário!

Quando nos encontramos com Ele, O vemos como um modelo perfeito, e então, percebemos quem somos… Essa é a hora do agir do poder do Evangelho: a boa notícia que se faz como um espelho, para que possamos enxergar nossos pecados e fraquezas, e possamos pedir a ajuda do Pai, pedir um Salvador para nosso terrível mau.

Para nós cristãos, parece que esse sentido se perdeu, porque muitas vezes, nos preocupamos em dizer esse versículo acima citado somente para os que ainda não se encontraram com Ele.

É fato que, se o Evangelho não perdeu o seu poder, faz-se necessário provar que ele ainda atua na transformação da minha vida, para depois poder convencer os outros do seu poder.

Dizemos, com hipocrisia ou ingenuidade, que “no dia da nossa conversão” nos encontramos com Ele e tudo se transformou… Mentira!

Mentira porque conversão não se dá em um dia, mas em uma vida toda de jornada num novo caminho.

Mentira porque enquanto eu não estiver da maneira que Deus me planejou, estarei EM OBRAS.

Mentira porque é impossível que aquele que se encontra com Cristo permaneça a mesma pessoa!

Mentira porque sempre achamos que o Evangelho pode de alguma forma, nos trazer benefícios; porém, os benefícios do Evangelho não dizem a respeito do meu “eu”, mas a respeito do Cristo que agora vive em mim. Sendo assim, é possível entender que, somente sendo nova criatura podemos enxergar o Evangelho como benefício a nós. Pois, se ele for benefício de Deus, será meu também, uma vez que renunciei a velha natureza (por mais que ela ainda queira me arrastar para suas festinhas terríveis)…

Precisamos nos arrepender! E nos converter de nossos maus caminhos todos os dias, e não nos considerarmos isentos desse arrependimento.

Existe uma palavra desafiadora que Jesus lança a seus discípulos, que é: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.” (Mc 8:34) Mas, em contrapartida, quem são os discípulos dele? “Qualquer um que não tomar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo.” (Lc 14:27)

Infelizmente, recebemos um evangelho que nos diz: “Venha como está e permaneça como quiser.” Me perdoe, mas este não é o Evangelho que nosso Cristo veio anunciar. Se assim fosse, quem precisaria de Deus? Cada um seria seu próprio deus, e seguiria seus próprios intentos.

Pensemos a respeito disso. Quantos dos que se dizem cristãos estão desafiados a viver o Evangelho corajosamente, abrindo mão de si mesmo, deixando para trás todos os seus desejos, e fazendo dos anseios de Deus os seus próprios?

Temos sido fracos… Vulneráveis… Interesseiros…

Temos, a cada dia, tentado adaptar o Evangelho de Deus a nossas próprias vontades, e “obrigá-lo” a realizar nossos pedidos, como um empregado trabalha para seu patrão! Temos orado como se Ele fosse responsável por fazer nossos desejos se tornarem realidade, assim como o gênio da lâmpada mágica nos desenhos infantis. Estamos nos deparando com o Evangelho do conto de fadas, em que Deus é nosso mágico ou gênio da lâmpada, e nós somos a ‘última bolacha do pacote’, recebendo todo favor e toda regalia, porque somos ‘filhos de Deus’.

E Ele, “embora sendo Filho, aprendeu a obediência por meio daquilo que sofreu” (Hb 5:8), e nos deixou um recado muito claro: “No mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo.” (Jo 16:33b)

Diante disso, e de muitas outras coisas que poderiam ser ditas, precisamos nos arrepender de nossa arrogância em querer viver um evangelho nosso. Precisamos nos colocar em nosso lugar, ‘de filho’, e entender o que Deus tem pra nós e saber que não é menos do que Ele permitiu o Filho passar!

Vamos deixar de viver uma vida hipócrita: como o Evangelho pode transformar outras vidas, se ele não tem sido transformador em mim?

Pensemos e nos arrependamos. Os filhos devem ser os que mais choram por suas más atitudes, pois já foram lavados, e sempre têm coragem de voltar à lama para brincar com a vida!

Cuidado! Tenho sido desafiada pelo meu Pai, a viver o Evangelho corajosamente, sem medo de sofrer ou de não ter minhas vontades atendidas, mas tendo sim, muito medo de ficar fora de Sua vontade, e de Seu coração!

Deus goteje revelações por esse texto a cada um de nós, para que possamos ser realmente convertidos todos os dias ao nosso Senhor, e sejamos transformados por sua graça e amor, que sempre nos inundam!

Priscila Mariano Dionor

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