Coração- Nossa Caixinha de Vileza

Ao abrir minhas timelines durante o dia, me surpreende as discussões calorosas em nome de John Calvin e Jacobus Arminius. Esses novos meninos teólogos constrói semi-deuses para si e vão para guerra, tão tolos como alguém que bate no vento, eles guerreiam entre si. Se intitulam novos defensores do evangelho, alguns até dizem que saíram de baixo do sistema religioso. Temo que não haja espaço suficiente na porta da capela de Wittemberg para todos esses novos Martinhos Luteros e suas teses.

É louvável ver tantas pessoas tentando levar as verdades das escrituras para aqueles que ainda estão cegos no engano do pecado. Mas cabe a nós examinarmos o nosso coração e descobrir qual é a real intenção que está nos levando a fazer tal coisa. Nosso coração é capaz de nos enganar ao ponto de fazer com que nós digamos que estamos defendo o evangelho e só queremos trazer os outros até a verdade, quando na realidade ele quer mesmo é mostrar que sabe mais que o próximo e por isso está pronto a corrigi-lo de qualquer forma.

“Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos; e isso para dar a cada um segundo os seus caminhos e segundo o fruto das suas ações.” (Jr 17. 9-10)

Penso que satanás achou uma forma sútil de disseminar contenda entre os cristãos, e é fazendo com que guerreiem entre si. É sempre importante lembrarmo-nos oque Paulo disse: “Examinai-vos a vós mesmos” (2 cor 13.5) De modo algum devemos deixar de lado uma análise de nós mesmo, analisarmo-nos com o crivo da palavra de Deus. Antes de me deixar ser conduzido por mim mesmo, devo fazer uma análise critica comigo mesmo, e depois refletir;

1)O que está me levando a achar que estou pronto a corrigir alguém?

2)O que eu interpretei é realmente o que as escrituras estão dizendo, ou é oque eu acho que ela estão dizendo?

3)Estou corrigindo com amor ou com sentimento de superioridade?

4)Após minha correção o meu irmão irá se aproximar ou se afastar do Senhor?

Examinem-se, e após fazerem uma análise de si mesmo e seu coração te dizer que está pronto… Não confie nele! Seu coração é mais enganoso do que você pensa que ele é.

Percebam que quando você descobre alguma falha no seu irmão ou o mesmo está em divida com você(em qualquer sentido), teu coração te leva a achar que você deve sim juga-lo com toda veemência e te assentares em um trono de juiz. Mas quando é você que está na situação do seu irmão, seu coração te faz ser leviano e dizer: “é assim mesmo, ele deve me perdoar”, “Somos imperfeitos”, “A carne é fraca” e até mesmo “Ele deveria ter mais amor para comigo, isso não é atitude de cristãos”.

Notem que quando o erro está na vida do seu irmão ele parece menos aceitável e imperdoável do que quando está em você. Agora tragam a consciência oque disse salmista: “Examina-me, Senhor, e prova-me; esquadrinha a minha mente e o meu coração” (Sl 26.2).

Percebam a humildade de Davi em reconhecer que ele não estava apto para fazer uma análise de seu próprio coração, notem que pede para que o Senhor o faça por ele. Eu não posso confiar na análise que o meu coração faz dele mesmo. Devemos nos submeter ao Senhor e pedir que Ele faça uma análise da nossa caixinha de vileza; o coração.

Sim, o Senhor pode e regenera os nossos corações. Mas tenha em mente que sua velha natureza ainda pelejara contra a nova, e por conta disso você deve sempre pedir que o Senhor esquadrinhe teu coração e te mostre que natureza está te movendo. Até mesmo para mim escrever sobre o engano do meu coração é difícil, e devo ser regido pela escrituras e pelo que elas diz a respeito dele, pois ele sagazmente me tentará a escrever de uma forma mais branda do que ele realmente é.

Depois dessa breve análise sobre o nosso coração, podemos ter em mente que amor ao meu irmão em cristo deve ser maior do que o desejo de corrigi-lo só porque divergimos de alguns pensamentos teológicos.

“Nisto todos conheceram que vocês são meus discípulos, quando vos amardes uns aos outros” (Jo 13. 45)

Jesus não disse para amar só calvinistas ou arminianos, ou qualquer outro que defenda o mesmo pensamento que o seu, e sim, uns aos outros. E com isso não estou dizendo que não devemos analisar erros doutrinários e não ter posição firme. Mas é possível ser firme, sem ser motivado pelas razões erradas, sem desrespeitar e dar mau testemunho do Evangelho.

Que Deus em Cristo nos abençoe, e nos leve ao amor mútuo e respeitável uns pelos outros.

Hugo Washington

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