Falar de Jesus

Então, convocando-os novamente, ordenaram-lhes que não falassem, tampouco ensinassem em o Nome de Jesus. Contudo, Pedro e João propuseram-lhes: “Julgai vós mesmos se é justo diante de Deus obedecer a vós mais do que a Deus. Pois não podemos deixar de falar de tudo quanto vimos e ouvimos! E, os ameaçando ainda mais, os deixaram ir, pois não conseguiram encontrar motivo algum para castigá-los e o povo estava extasiado, louvando a Deus pelo que acontecera; 

(Atos 4: 18-21, King James Version, negrito meu)

 

Entendo que é interessante começar esse tema com essa realidade que os apóstolos e discípulos de Cristo vivenciaram no início da Igreja de Cristo.

A profunda consciência que os apóstolos tinham em saber que era importante falar a respeito de Cristo, mesmo com a pressão das autoridades de época, deve soar para nós hoje com a mesma importância e relevância, que de fato, cabe a todos os cristãos falar a respeito do que vivem e ouvem do verdadeiro Evangelho de Cristo.

Tendo isto em mente, a ideia deste artigo não é escrever um compendio doutrinário com regras ou ordenações para que uma espécie de manual do evangelismo seja elaborado.

A minha intenção é propor alguns pontos necessários e relevantes para que a mensagem de Cristo tenha credibilidade e verdadeiramente seja pregada para as pessoas que não conhecem a Jesus.

Então vamos a estes pontos, e pretendo ser bem objetivo e claro em cada um deles.

Em minha percepção, para falar do Evangelho é necessário:

1) Coerência entre o que crê e o que vive:

“Fazei e obedecei, portanto, a tudo quanto eles vos disserem. Contudo, não façais o que eles fazem, porquanto não praticam o que ensinam.” (Mateus 23:3). O Senhor Jesus, como vemos nesse texto, já apontava que muitos falavam algo que não praticavam.  Para nossa realidade hoje, como esperamos que alguém ouça o que temos a dizer se o nosso testemunho não condiz com o nosso discurso? É claro que se nossa atitude não for coerente, ninguém nos ouvirá.

Um ponto que muitos não entendem é que a coerência entre discurso e prática é uma das evidências mais sérias que ainda existem pessoas de caráter cristão neste mundo. O testemunho diário do caráter cristão é uma ferramenta poderosa para que Cristo seja glorificado através de nossas vidas e para que outros vejam a verdade de Cristo em nós, como vemos em Mateus 5:16 , quando Jesus falava a respeito de sermos Luz do Mundo “Assim deixai a vossa luz resplandecer diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus.”

2) Fale a Verdade do Evangelho de Cristo: 

“Porquanto, o que primeiramente vos transmiti foi o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou no terceiro dia, conforme as Escrituras” (1 Coríntios 15: 3-4). Falar a verdade não significa falar com agressividade, com arrogância ou algo parecido. Fale a verdade com amor, mas fale a verdade.

O homem precisa saber de sua condição de pecador, precisa saber que necessita de um Salvador, precisa saber que a salvação não depende de suas obras, precisa saber o que a obra de redenção da Cruz significa e implica nas nossas vidas, e isso tem ser transmitido com muita clareza, pois é da Verdade que Liberta que estamos falando.

E sim, é possível falar sobre isso sem ser desrespeitoso, ate porque não somos nós que convencemos o homem do pecado. Leia João 16: 7 e 8.

3) Estude Incansavelmente a Bíblia:

“Procura, isto sim, apresentar-te aprovado diante de Deus, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a Palavra da verdade.” (2 Timóteo 2:15).

Pelo óbvio da situação, como iremos falar do Evangelho, que está contido em livro que não temos o hábito de ler?

Um dos maiores problemas que vemos no meio cristão de hoje é a falta de leitura bíblica. Se os cristãos se dedicassem a estudar a Palavra com se dedicam a diversas futilidades, sem dúvida que teríamos um “exército mais bem treinado”, assim por dizer, e consequentemente,  mais eficiente para transmitir o Evangelho de Cristo.

Com o advento da internet, existe muito acesso a informação. E hoje, com os inúmeros escândalos e heresias propagadas pelos que se dizem cristãos tem colocando muitos questionamentos em relação a tudo o que Cristo fez e principalmente sobre a credibilidade da Bíblia.

“e apegue-se firmemente à fiel Palavra, da forma como foi ministrada, a fim de que seja capaz tanto de encorajar os crentes na sã doutrina quanto de convencer os que se opõem a ela.” (Tito 1:9), está clara a orientação que Paulo dá aos presbíteros, mas que serve também para cada um de nós. Devemos nos apegar a Palavra ao ponto de convencer que a contradiz.

É uma missão árdua, mas é necessária.

4) Busque o discernimento 

“A outro, pelo mesmo Espírito, é outorgada a fé; a outro, pelo único Espírito, dons de curar; a outro, poder para operar milagres; a outro, profecia; a outro, discernimento de espíritos; a outro, variedade de línguas; e ainda a outro, interpretação de línguas.” (1 Coríntios 12: 9-10).

Acredito seriamente que o discernimento é um dos dons que devemos buscar diante de Deus com mais urgência para os nossos dias.

Para falar de Jesus, o discernimento é necessário por diversas razões: para saber aproveitar uma situação e para entrar no assunto, para perceber e aproveitar a oportunidade de falar de Jesus, para que possamos ser sábios em nossas abordagens, para sabermos a hora de certa para falar a respeito de Jesus.

Em minha percepção, falar de Jesus , usando um método pronto, não faz muito sentido uma vez que não são as “técnicas” em si mesmas que fazem alguma coisa. O que prevalece, é o discernimento, amparado pela consciência de que devemos falar a respeito do que vemos e ouvimos, e suportado por um estudo bíblico frequente e dedicado.

 

CONCLUSÃO

De forma resumida, entendo que antes de falar devemos viver o Evangelho de Forma coerente. A partir daí devemos buscar , em oração e leitura da Palavra, o conhecimento bíblico para sabermos do que estamos falando, bem como o discernimento para saber o momento certo de falar do Evangelho, e principalmente a quem falar.

Eu realmente espero que esse pequeno texto sobre o assunto possa dar , ao menos, um norte, a quem tem desejado falar do Evangelho e ás vezes não sabe muito bem como deve ser feito.

Repito mais uma vez que isso não é uma doutrina, ou algo que deve ser encarado como uma “ordem” ou “mandamento”. São apenas percepções do que creio da Palavra de Deus e lições extraídas dos contextos bíblicos que lemos, os quais entendo que são úteis.

Minha oração é que você também não deixe de falar acerca do que ouve e vê, a respeito do Evangelho de Cristo.

Abraço.

Marco Aurélio Cicco

  1. 12 de janeiro de 2017

    Amem

  2. 5 de abril de 2017

    muito bom, sou novo no meio, não sei se tenho dignidade ou tal capacidade, mas me arrependo mais quando vejo que poderia ajudar minha família e amigos com isso mas não o faço por não saber a hora certa de falar e de como abordar, obrigado pela luz, Deus o abençoe

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