-Como Eu Caí Em Adultério e Como Eu Saí-

Não podemos impedir que as aves voem sobre nossa cabeça, mas podemos impedi-las de fazer ninho sobre a mesma.” (Ditado popular)

“Há algum tempo atrás eu estava infeliz com a vida por coisas que eu mesma não queria aceitar. Me sentia frustrada, sozinha, mesmo tendo um bom marido, marido que posso dizer que vive conforme a palavra de Deus.

Sim, somos cristãos, ativos na igreja, já a um bom tempinho de casados tendo filhos e tudo, contas sempre pagas em dia, vida tranquila e estabilizada. Marido presente na educação dos filhos, respeitável, homem decente e crente.

Poderia dizer até que éramos uma “família invejável” mas eu me deixei levar por uma frustração interna, um sentimento inexistente de solidão aquela do tipo “ninguém me compreende”, e a tentação viu oportunidade na minha rebeldia e ociosidade.

Um “oi” que recebi no inbox do facebook, um “como você está?” aqui no whatsapp, um elogio numa foto, e assim sorrateiramente eu fui deslizando para o lamaçal do fundo do poço para um adultério virtual.

Sim, eu, logo eu que dizia que N-U-N-C-A iria cair nessa armadilha, nessa vergonha, ou nas minhas próprias palavras: “numa burrice dessas”. Eu, logo eu que zombava de quando ouvia dizer que alguém tinha adulterado e ainda por cima de modo virtual…. É caro leitor, todos estamos suscetíveis sim!

Ah, talvez vocês possa estar pensando que adultério só pode acontecer fisicamente e que não tem nada de errado em olhar, conversar e desejar uma pessoa por meio virtual, mas não, Jesus é bem enfático ao dizer que se somente olharmos uma pessoa desejando-a já estamos cometendo adultério (Mateus 5. 29). Não nos enganemos irmãos.

Eu me deixei dominar por uma falsa sensação de ser “notada, ouvida, cuidada”. Falsa sim, pois na minha mente um alarme me dizia que na verdade era tudo ilusão, que estava sendo usada (pois a pessoa além de ser casada também sabia que eu era casada) e que pior de tudo também era PECADO!

Pecado, porém que me dava prazer em ser elogiada, massageava meu ego ser desejada.

Deixei-me ser levada por algum tempo vivendo nesse pecado, deixei os passarinhos fazerem ninho na minha cabeça. Ficava me justificando que estava pecando por culpa disto ou daquilo, sempre dos outros e não por minha culpa e fraqueza como era na verdade.

Tentei por várias vezes sair desse relacionamento virtual extraconjugal mas me sentia amarrada, presa neste pecado, não somente pelo prazer que me dava mas também por medo e vergonha de sair e o meu pecado ser revelado.

Até que certo dia, conversando com meu esposo, ele me disse de um lista de nomes de pastores que tinham tido o nome exposto por conta do vazamento de informações de um site de relacionamentos extraconjugais que tinha o slogan “A vida é curta. Tenha um caso!”

Ah como aquilo transpassou meu peito, como me doeu…

Enfim a culpa pelo pecado caiu sobre mim, culpa, reconhecimento do pecado, arrependimento e confissão.

Não consegui mais ficar me enganando, enganando ao meu esposo e tentando enganar a Deus. Confessei diante de Deus e diante do meu esposo.

Que duro golpe que foi…

Meu casamento ficou abalado por um tempo mas pela graça de Deus está mais sólido do que nunca.

Aprendi que nunca somos fortes o bastante para vencer uma tentação, mas que na verdade temos é que fugir delas, e como a própria Palavra nos diz “somos tentados por nossa própria cobiça” (Tiago 1. 14), com essa queda aprendi a reconhecer minhas fraquezas e a manter dobrada a vigilância quanto a isso. Também aprendi a ser mais sensível com a queda dos outros ao invés de continuar sendo como era antes, presunçosa e arrogante.

A Palavra já nos exorta:

“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” (1 Coríntios 10. 12,13)

Pecado arrependido, confessado e abandonado é pecado perdoado e esquecido.

“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” (1 João 1.9)

O Senhor também nos ensina que para que haja cura é preciso que confessemos as nossas falhas, e este ato de não apenas confessar a Deus mas também de confessar ao meu marido trouxe-me cura paz.

“Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis.” (Tiago 5.16a)

Não meus amigos, não foi fácil encarar meu esposo e lhe contar que o estava traindo, não foi fácil ver no seu rosto tanta dor e decepção, mas o peso que eu sentia de carregar este pecado me foi retirado. Estava em paz com Deus novamente!

Só tenho a agradecer a Deus pelo esposo cristão que Ele me deu, pois sei que recebi o seu perdão e tivemos assim um novo recomeço.

Quanto ao ditado popular com o qual iniciei este texto eu digo por experiência própria, realmente não podemos impedir que pássaros de maus pensamentos e desejos voem sobre nossas cabeças, mas o quanto antes darmos uma ‘estilingada’ para os espantar é o melhor e o mais prudente.

E para mantermos limpa nossa mente temos que mantê-la ocupada, presa e cativa à Palavra do Senhor.

“De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando segundo a tua palavra.” (Salmos 119. 9)

Espero que este meu testemunho sirva para alguém para a glória de Deus!

Que Deus tenha misericórdia de nós, pois a vida é curta demais para ter um caso e viver longe de Deus.”

*Testemunho de uma seguidora da página. O caso em questão foi acompanhado por mim e realmente o período em que foi vivenciada essa história foi muito sombrio. Glorifico a Deus por ver a restauração completa deste casamento.

Marco Aurélio Cicco

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