Batismo No Espírito Santo

O  batismo com/no Espírito Santo nas escrituras é interpretado como um ato que ocorre na conversão, um ato que introduz alguém a algo; ou seja, o pecador arrependido ao corpo de Cristo.

A primeira referência no novo testamento que temos sobre o batismo com/no Espírito Santo está em “Mateus 3.11” quando João diz que o que viria após ele era mais poderoso que ele e batizaria com o Espírito Santo.

A partir do que João disse, das experiências em atos e nas cartas de Paulo, as pessoas começaram a interpretar como se deu o Batismo. Mas, antes de interpretarmos devemos lembrar do que disse Jesus antes da sua ascensão a respeito do batismo com/no Espírito Santo. Vejamos:

Mas Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria e até aos confins da terra.” (At 1.8)

Seguindo esta linha de pensamento que o Batismo com/no Espírito Santo é algo que ocorre na conversão e que introduz o pecador arrependido ao corpo de Cristo e como disse Jesus o levará a ser uma testemunha dele (Jesus). Entenderemos o batismo e até porque no foi necessário o dom de línguas.

Vale lembrar, que o batismo com/no Espírito Santo, não é uma segunda bênção e que o todo cristão é batizado, mesmo sem o dom de falar em línguas, e o dom de línguas estrangeiras não é uma evidência do mesmo. Seguindo este pensamento entenderemos o que Paulo disse: “Pois todos nós fomos batizados em um espírito, formando um corpo…”(1 cor 12.13). Todo cristão é batizado com/no espírito santo, introduzido no corpo de Cristo e agora torna-se uma testemunha de Cristo.

Então qual foi a importância do dom de línguas no pentecoste?

Quando cumpriu-se o dia de pentecoste, todos os que ali estavam (cf At 1. 13,14) foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem (cf At 2.40). Devemos ter em mente que os que estavam ali não era pessoas letradas, e sim pessoas simples, alguns desencorajados pela ascensão de Cristo, e talvez até alguns descrentes da promessa do pai. E é isso que torna fascinante , aqueles que estavam aguardando; tristes, desencorajados mas perseverantes foram cheios de forma que anunciaram das grandezas de Deus, em línguas estranhas (ou estrangeiras a eles mesmo), e os que os ouviam entendiam cada um na sua própria língua. É importante lembrar que “pentecoste” era uma festa dos judeus, ondes todos os judeus dispersos vinham até Jerusalém para celebrar, sendo assim havia pessoas de diversas línguas, por isso Deus concedeu o dom de línguas naquele momento.

Então porque algumas pessoas que já era cristãs foram batizadas com/no Espírito Santo? (cf. At 8. 15-17, 10. 45-47, 19. 6)

Sei que pode parecer que estes versículos e até a experiência de pentecoste derruba a linha de pensamento que propus até aqui. Mas devemos ter em mente que o livro de atos narra a transição da igreja saindo do povo de Israel e alcançando o mundo, passando por diversos grupos étnicos, para provar que eles estavam sendo incluídos no corpo de Cristo. Por isso a experiência deles é posterior ao momento do arrependimento. Agora, como essa transição já foi feita, o batismo com/no Espírito Santo ocorre na conversão, não sendo necessário que ele seja testificado ou comprovado pelo dom de línguas.

Eu não tenho o dom de línguas mesmo assim sou batizado?

Sim! Paulo disse que todos nós somos batizados ( 1 cor 12.13), que nem todos tem o dom de línguas (1 cor 12. 29,30). logo podemos seguramente afirmar que variedades de línguas é um dom (1 cor 12. 10) e não uma confirmação que alguém foi batizado. e que o mesmo ocorre na conversão do cristão.

Então como saber  que algo é obra do Espírito Santo?

Jonathan Edwards identificou cinco marcas pelas quais uma autêntica obra do Espírito deve ser reconhecida. Tal obras, ele disse, “(1) aumenta a consideração [das pessoas] por Jesus como filho de Deus e Salvador do mundo, (2) leva as pessoas a partirem de suas corrupções e lascívias rumo à justiça de Deus, (3) aumenta seu respeito pelas Sagradas Escrituras, (4) estabelece a mente delas nas verdades objetivas da fé revelada e (5) evoca um genuíno amor por Deus e o homem”.

Sabemos que com o movimento pentecostal moderno, chegou uma diferente interpretação do que seria o batismo com/no espírito Santo, e respeitamos, mas, com bases bíblicas podemos afirmar que é uma equívoco dizer que o batismo é uma segunda experiência na vida do cristão e dizer que a evidência é falar em línguas.

Hugo Washington

  1. 20 de outubro de 2016

    Irmão, excelente texto, tenho acompanhado o Evangelho Inegociável e esse texto, foi sério, um texto claro, que me edificou muito, mas muito mesmo e não tinha a comum ironia que alguns aqui na página postam, acho que podemos falar de Deus sem ironias, de forma séria e clara de acordo com esse texto, precisamos seguir esse Exemplo.

    Que você continue nessa caminhada, estudando a palavra e meditando de dia e noite, para temos mais textos tão reveladores e sérios como esse.
    Deus seja contigo irmão!

    • 20 de outubro de 2016

      Amém, amadurecer sempre. Obrigado pela visita e comentário. Deus o abençoe!

  2. 8 de novembro de 2016

    Muito bom texto. Mas, se possivel, me auxiliem a entender e encaixar os textos de Jo.20:22 (que parece descerver o novo nascimento dos apostolos) com At.1:5 (onde Jesus fala que estas mesmas pessoas que já tinham recebido o Espirito iriam ser batizadas com o Espirito Santo).
    Agradeço a resposta.

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