Ante as Mazelas da Vida, Onde Está o Senhor-

“No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória.” Isaías 6.1-3

Acredito, particularmente, que pouco me resta escrever sobre quais prováveis respostas poderiam ser fornecidas à pergunta que serve como título deste estudo. Os versículos em destaque falam por conta própria. Porém, por mais clara que a solução possa ser para alguns leitores, desejo torná-la o mais visível para qualquer que, mesmo às pressas, leia este texto.

Durante nossa caminhada nos deparamos inúmeras vezes com incontáveis desafios, e um número ainda maior de dificuldades, problemas, aflições e angústias. Somos afligidos pelo mundo, pela carne, pelo homem, pela injustiça do dia a dia, pelo “pecado que tão de perto nos rodeia” (Hb 12.1). O nosso adversário, como diz a Palavra, “anda em derredor, bramando como um leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8). É inconteste o fato de que nos deparamos, muito mais do que gostaríamos, em momentos ruins.

Onde, porém, está o Senhor? Onde está a esperança da Igreja?

A resposta, como dito anteriormente, é clara. O Senhor está em um “alto e sublime trono”. Nosso Redentor, Salvador, é também Mestre e Rei sobre todas as coisas. Independente do que passamos e vivemos, o Senhor é Deus e Soberano.

Nos conta a Palavra que o reinado de Uzias fora, inicialmente, próspero e próximo de Deus. Seguindo o caminho de seu pai, Amazias, este jovem rei, de apenas 16 anos, “fez o que era reto perante o Senhor” (2Cr 26.1-15). Entretanto, por ver a glória de seus feitos e não entender que tudo era devido à mão do Senhor, acabou por exaltar-se sobremaneira que tencionou usurpar o local do sacerdócio, queimando incenso no templo. Subitamente, então, após indignar-se contra o sacerdote Azarias e outros oitenta servos do Senhor, fora acometido pela lepra. Agora, impedido de entrar no templo, teve de viver separado da sociedade, como determinava a Lei.

Onde estava o Senhor quando Uzias sofreu as consequências de seus atos? “Assentado em um alto e sublime trono”, como um justo Juiz.

Muitos anos se passam. Homens nascem, ascendem ao poder, morrem, e outros tantos assumem seus lugares. O Messias prometido vem ao mundo, institui a Igreja, o Corpo do Senhor, a Noiva do Cordeiro, apregoa a salvação aos perdidos, quebra de prisões ao cativos, morre, é ressuscitado, mostra-se glorificado e toma seu trono em glória à destra de Deus pai. Então, por volta do ano 61 d.C., preso em Roma (At 28), um homem chamado pelo Senhor, de nome Paulo, escreve uma carta à Igreja de Filipos onde, ainda no capítulo primeiro, narra que todas as suas prisões, todos os sofrimentos que passou, e as defesas que teve de levantar, tudo isso serviu para a glória de Deus. Suas algemas eram estímulos para que os demais irmãos, tomados de ânimo e fôlego, pregassem o Santo Evangelho (Fp 1.12-14)!

Com tudo isso, com todos os açoites de Paulo, todas as aflições que passou, onde estava o Senhor? Isaías muito bem fez ao ver e escrever a resposta quando diz que o Todo Poderoso está “assentado sobre um alto e sublime trono”.

Com este gancho que a vida de Paulo nos traz, desejo enfatizar que o Senhor não está apenas assentado sobre este trono tão belo e elevado, mas que Ele eternamente é louvado, glorificado e adorado por isso.

O profeta Isaías vê o Senhor como o Rei que Ele é, mas também vê um séquito real composto por belos serafins, que dia após dia clamam “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia de sua glória”.

Deus não está apenas assentado em um alto e sublime trono quando nos deparamos com as piores dificuldades de nossas vidas. Ele está, acima de tudo, sendo glorificado. E, se isso ainda fosse pouco, Is 6.3 diz, ao final do versículo, que toda a terra está cheia da glória de Deus. Toda a terra!

Este é um dos maiores motivos de alegria para um verdadeiro Cristão. Onde quer que olhe, vendo e observando o balançar de uma folha que cai de qualquer árvore presente no centro da cidade mais poluída, depravada e imoral que possa existir, ele consegue ver a glória de Deus ali presente, e isso o satisfaz, isso o consola!

Termino este breve texto, amado leitor, desejando ter-lhe trazido algumas palavras de consolo, mesmo que poucas. Entenda, por favor, que independente do que você passe, seja a aflição deste tempo presente ou a consequência de seu pior pecado, a natureza de Deus é imutável, e Ele estará sempre reinando sobre tudo que acontece em nossas vidas.

Ele está, afinal de contas, “assentado sobre um alto e sublime trono”, e como disse o apóstolo Pedro em sua primeira carta, Ele tem cuidado de nós (1Pe 5.7).

Daniel Kinchescki

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