paixão (1)

É bem comum encontrarmos muitos jovens, em relacionamento romântico, completamente apaixonados. Quando observamos a forma como se relacionam, notamos que tais convivências são regadas a declarações, altruísmo e demasiada afetividade, o que não é ruim, porém em alguns casos este comportamento em excesso, tende a levar ao pecado.

O mesmo começa a ser mostrado através da idolatria que um tem ao outro. Idolatria perceptível através do ciúmes, das “ordens”, mesmo sem ter este direito. Da conivência com obras e pensamentos que vão contra as Sagradas Escrituras. O pecado é também, perceptível através da forma como as relações são construídas. Fundamentadas em imoralidade, pornografia e/ou lascívia.

Os jovens são criados em uma geração tecnológica que, dá a impressão de que o mundo precisa funcionar em modo automático e de um jeito ágil, e talvez por conta disso tenha perdido o costume de ir um pouco devagar, reprimir algumas ânseas, conhecer o outro e criar vínculos sólidos. Suponho eu que, talvez sejam estes um dos fatores que possam colaborar para os divórcios. A falta de tempo em se conhecerem bem, pode contribuir para que ilusões sejam criadas, dando ênfase a expectativas que ao se depararem com a realidade, faz com que tudo perca o sentido e deixe lugar para a desistência.

Estudos afirmam que, o sentimento de paixão é sim uma psicopatologia. Tal palavra (paixão) vem do grego Pathos ou Path, que significa excesso, catástrofe, sofrimento, doença. Ao observarmos os efeitos colaterais que tal sentimento propícia, contamos com 1 pupilas dilatadas ao observar a pessoa a quem se nutre tal sentimento, 2 tremores, 3 sudoreses, 4 pensamentos excessivos, 5 mãos geladas, etc. Partindo deste princípio, torna-se compreensível que tal emoção já passa do que chamamos de saudável.

Observando as Escrituras, nos deparamos com: 2Tm 2.22, Gl5.24, 1 Ts 4.5, onde por muitas vezes somos advertidos a deixarmos as paixões . Eu entendo a importância de se sentir cativado e de cativar boas  emoções em alguém, entendo que a afetividade tem um papel fundamental na saúde mental e emocional de qualquer pessoa, mas veja, se o que você esta sentir é nutrir vai contra os princípios bíblicos, porque continuar? Se teus sentimentos te farão pecar, porque permanecer com eles? Qual a.logica de viver uma vida que não glorificar a Deus, se para isso fomos criados? (Cl 1.16)

Eu sei que controlar sentimentos em qualquer idade, é algo complexo, mas acredite, vale a pena ser um pouco racional e pensar se as emoções que se nutre por alguém, seguem o que diz as Escrituras. Devo esclarecer que, em momento algum, sou contra nutrir bons sentimentos por alguém. Amar, honrar, cuidar e respeitar, são coisas maravilhosas a se fazer é há graça nisso. Mas, quando estes sentimentos passam a ser em grau excessivo, então cuidado, você pode acabar “dando um tiro no próprio pé”.

Izabela Fialho

  1. 21 de junho de 2018

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