Adventista do Sétimo Dia - Outra Heresia-

Introdução

“Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam.” (1 Jo 2.26)

Antes de mais nada, saibamos irmãos, que a Igreja sofre distorção de ensinamentos desde o seu início. Talvez a nossa época seja a mais criativa de todas, com bizarrices e práticas esdrúxulas que envergonhariam até os hereges mais radicais de tempos atrás. Figuras como os pseudos Apóstolos que amaldiçoam os outros Apóstola que diz que tem a espada de Miguel e outros mais não existiam nos formatos midiáticos que vimos hoje em dia mas a Igreja de Cristo lidou com ensinos errôneos, combateu-os e continua combatendo mensagens que deturpam o Evangelho com seus líderes heréticos cada vez mais ousados.

Podemos dizer que algumas dessas ideias foram completamente dizimadas. Outras, como que em um ciclo vicioso, retornam tempos depois de combatidas e são, novamente vencidas. Mas há aquelas que acabam formando seitas e perduram enraizadas como um câncer, assolando milhares ou milhões de pessoas, afastando-as da Fé verdadeira e misturando elementos de várias vertentes religiosas ou mesmo mensagens distorcidas do Evangelho Genuíno. Vamos entender, sem mais delongas, algumas práticas da seita Adventista do Sétimo Dia.

Histórico

A história do Sabatismo, como também é conhecida o Adventismo do Sétimo Dia, tem suas origens remotas interligadas com um cristão batista e fazendeiro, chamado Guilherme Muller. Guilherme era, de fato, uma pessoa que possuía intimidade superficial com o Evangelho e, portanto, não poderia dissertar sobre alguns temas mais complexos apresentados em algumas passagens do Cristianismo, ainda que alguns acreditem em sua sinceridade para com as Escrituras. Para se ter uma ideia dessa superficialidade precipitada de Guilherme, o mesmo interpretou, com cálculos desprovidos de razão e com base em Daniel 8.13,14 a volta de Cristo.

“Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do sacrifício contínuo, e da transgressão assoladora, para que sejam entregues o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.” (Daniel 8:13,14)

Muller, em uma incursão insensata e muito infeliz, afirma que 2300 tardes e manhãs supracitadas são 2300 anos, data em que Jesus Cristo voltaria. A data foi calculada baseando-se  no ano em que Esdras chegou a Jerusalém vindo da Babilônia (457 a.C.) somando-se os 2300 anos que ele furtivamente inventou. O resultado desse cálculo catastrófico foi o ano de 1843, data pela qual ele anunciava que seria a que Cristo voltaria. Suas pregações passaram a ser recheadas dessa “novidade” e ele foi visto como profeta por muitos.

Como todos nós sabemos, Cristo não voltou em 1843. No entanto, Muller e seus admiradores alegaram terem usado uma base errada para o cálculo, pois usaram o calendário hebraico ao invés do calendário romano. Refeitos os cálculos, ele solta, então, seu novo petardo para a volta de Cristo: 22/10/1844. Não preciso dizer que Cristo também não voltou nessa data. Apesar de alguns seguidores terem abandonado seu guru fanfarrão, alguns deles continuaram a difundir algumas de suas ideias. Até hoje, infelizmente.

Pontos doutrinários falhos

Uma das características que afastam a doutrina adventista do Puro Evangelho é a defesa do “sono da alma”. Segundo os adventistas, após a morte, a alma aguarda que seja despertada para a vida eterna, permanecendo em um estado de silêncio, inconsciência e inatividade até que isso aconteça. Essa crença se dá devido ao versículo mal interpretado em Eclesiastes:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento.” (Eclesiastes 9:5)

Ora, meus queridos irmãos, podemos observar que o autor expõe a relação dos mortos com a vida na Terra. Basta voltarmos 1 versículo e continuar a ler até o versículo 10 que teremos a abordagem real da mensagem. E o que acontece, na verdade ?

A Bíblia tem a resposta! Basta lermos Fp 1.23,24; 2 Co 5.1-8; Lc16.19-31; Lc 23.43 e a dúvida é elucidada. Ainda sobre este ponto do sono da alma, podemos lembrar outro fato que ocorreu no monte da transfiguração. Moisés não estava inativo ou totalmente inconsciente, como prega a falsa doutrina, enquanto falava com Cristo, (Mt 17.1-6), fazendo cair por terra a doutrina. (Nota: sugestão de leitura adicional : Ap 6.9-11)

Outro ponto a ressaltar sobre equívocos dos adventistas é sobre a Expiação. Para eles, foi uma obra incompleta de Cristo, onde declaram que foi realizada por Jesus em parceria com o diabo. Pois é isso mesmo que vocês leram. Usam Levítico 16.5-10 e 20.22 para confirmar essa teoria absurda e desprovida de razão, onde afirmam que o bode expiatório é o diabo, ou seja, que todas as nossas iniqüidades serão carregadas pelo diabo, durante o milênio, onde o inimigo levará sobre si a culpa dos pecados que fez o povo de Deus cometer, e será confinado em uma terra desolada e sem habitantes.

Essa me parece a mais descabida interpretação da Obra de nosso Salvador e a mais contrária possível ao Verdadeiro Evangelho. Um ensinamento dessa proporção catastrófica nos deixa brecha pra afirmar que o diabo é nosso co-salvador com Cristo, ou seja, a expiação de nossos pecados seria realizada em parte por Cristo e em parte pelo diabo. Mas sabemos que Cristo levou sobre si os nossos pecados. Veja Jo 1.29; Is 53.6; Hb 10.18; J0 19.30; 2 Co 5.21; Rm 8.32. e essa doutrina absurda nem deveria ser refutada. Sequer mencionada! É hedionda!

Talvez a doutrina mais conhecida no meio cristão seja a que os adventistas ensinam que devemos observar o sábado como o dia de repouso, e não o domingo. Mais que isso: acreditam que quem guarda o domingo aceitará a “marca da besta”. No entanto, o sábado é uma parte do pacto feito entre Deus e Israel (Ez 20.10-13). Podemos evidenciar em Dt 5.12-15 que Moisés explicou que o sábado era um memorial de sua libertação da terra do Egito. É uma velha aliança.

A própria Bíblia, em sua porção vetero-testamentário, prevê a vinda do Novo Concerto (Jr 31.31-33) e o fim do sábado (Os 2.11), que se cumpriu em Jesus (Cl 2.14-17). Por essa razão, o sábado não aparece nos quatro preceitos de Atos 15.20,29.

O texto de Colossenses 2.16,17 destroça as teses infundadas dos adventistas. Em Gálatas, tenho a nítida impressão que Paulo está escrevendo aos adventistas quando escreve a epístola e trata de livrá-los dos enganos dos judaizantes que queriam fazê-los guardar a lei. O livro inteiro ressalta que a salvação não é pelas obras da lei, mas pela fé em Cristo. Paulo, ainda, menciona a observância de certos dias como uma parte da escravidão da lei (Gl 4.3-11) e que Cristo é o fim da lei ( Rm 6.14; 10.4).

Um fato interessante é que Muller nunca ensinou sobre o sábado como propõem seus seguidores atuais. Muller ensinava, sim, acerca da Lei em seus discursos.

Na minha curta caminhada, posso afirmar que o adventista citará Ap 14.12 e 1 Jo 2.4, para provar que devemos guardar o sábado. Essa é clássica. Uma leitura mais atenta em  1 Jo 3.23; Jo 6.29; Rm 4.5; Gl 2.16; Jo 13.34,35; 5.10; Rm 13.8-10; Ap 22.14 pode elucidar essa questão facilmente.

Os adventistas são craques em misturar doutrinas ortodoxas com seus erros crassos, criando um Evangelho híbrido, uma aberração, podendo ludibriar aqueles que buscam a Verdade Absoluta. Fazem isso citando versículos isolados sem examinar o contexto. Como diria o sábio “um texto sem contexto é um pretexto”.

Nós, como parte da Igreja de Cristo, devemos conhecer essas falsas doutrinas e refutá-las a luz das Escrituras, com o fruto do Espírito (Gl 5:22), a fim de se fazer prevalecer o “Ide e pregai o Evangelho”.

Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós! (Mateus 23,15)

A paz.

Betão Marcatto

  1. 6 de dezembro de 2016

    É lamentável, sua falta de conhecimento histórico, bem como bíblico, quem pode falar de adventismo senão os próprio? Aconselhamento, não cabe aqui, pois se sabe que és estudado, mas que ore, peça a Deus humidade e sabedoria, que a todos dá, livremente! Um abraço! Seu irmão, em Cristo!

    • 6 de dezembro de 2016

      O conselho sobre orar e ter humildade cabe a todos. Pena que quando são questionados, se colocam como superiores e detentores da sabedoria absoluta. Enfim, impossível agradar a todos. Deus o abençoe. Paz.

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