A Vibe Reformática

Essa vibe “reformática” – que tomou ares da dialética marxista (onde toda a vida cristã deve ser pautada pela luta do proletariado [leigo] X a burguesia [‘sistema religioso’]) – têm levado uma camada significativa da força jovem da Igreja – jovens adultos, na faixa dos 20-40 anos – a abandonarem as boas práticas do passado, uma vez que, absolutamente tudo, é taxada como comportamento “religioso”.

É assustador observar, quantos têm abolido o dia do Senhor. O culto solene e público, deixa de ser necessário, a comunhão com os santos não é mais desejada. Em nome de uma busca particular de uma espiritualidade estranha as Escrituras, têm relegado a Igreja a uma mera circunstancia secundária.

E tudo isso pra viver uma vida vazia, numa eterna busca – infrutífera – de uma suposta “liberdade”. É importante lembrar, que a verdadeira liberdade não é “o poder pra escolher, nem falta de restrições, mas sim de sermos aquilo que fomos chamados pra ser” (Agostinho). E fomos chamados pra ser Corpo (Rm 12. 4, 5; I Co 12.12 – 14; 12.27; Ef 4.4); fomos chamados pra ser Igreja!

Portanto, contribuir, cooperar, servir, amar, são atributos inegociáveis da vida cristã. Vida Cristã é impossível de ser vivida de outra forma, que não em comunidade! Tão grave quanto tentar impor regras que não estão na bíblia, é julgar algo ser desnecessário, tendo como base a própria opinião – e não a bíblia, que diz prezar!

Apocalipse – 2.4, 5: “Contra você, porém, tenho isto: você abandonou o seu primeiro amor. Lembre-se de onde caiu! Arrependa-se e pratique as obras que praticava no princípio. Se não se arrepender, virei a você e tirarei o seu candelabro do seu lugar.”

Conselho do tio Lipe: não jogue no mesmo caldeirão das mazelas perpetradas pelos impérios travestidos de igreja, as boas obras desejadas (e requeridas) de todo cristão. Não fomos eleitos pelas boas obras ; mas pras boas obras (Ef 2. 8-10). E abiguinho, duas coisinhas: primeiro, que a evidência da eleição é as boas obras, e portanto, algo não só esperado, como imprescindível; segundo, “boas obras” não se resume à ação social. Mas à tudo aquilo que exalta o bom nome de Cristo. Inclusive a vida de Igreja que muitos desprezam.

Precisamos refletir: Estamos tão ocupados em contabilizar o quanto ganhamos, que esquecemos de olhar pra tudo o que perdemos!

#euacreditonaigreja

Felipe Rocha

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