A Esposa Submissa e o Marido Cristão

Em um tempo não muito distante, algumas (ou a maioria) das minhas leituras sobre casamento, ofendiam tanto meu ego de mulher tola, que eu simplesmente os negligenciava. O egoísmo que me possuía gritava para meu cônjuge os deveres que ele tinha que cumprir, que só depois de vê-lo cumpri-los eu olharia para meus próprios deveres. Faltava-me tanto de Cristo, que após o arrependimento pude lembrar que Jesus nunca esperou mérito para praticar amor.

O casamento serve para refletir o relacionamento de Cristo e Sua noiva (Igreja).

No livro de Efésios cap. 5, Paulo vem nos ensinando não apenas como ter um casamento santo, mas o profundo significado dele.

Comecemos pelos comentários dos versículos 22 de Efésios 5: “As mulheres sejam submissas a seu próprio marido, como são ao Senhor”.

No verso anterior, Paulo estabeleceu o princípio de submissão: “uns aos outros, no temor do Senhor”. Embora aplicado primeiramente à esposa, tal princípio se estendia também ao marido. Ou seja, o fato de o princípio ser aplicado à esposa em primeiro lugar, não significa que o homem também não deva respeito e confiança, pois marido nenhum deve ter duras servis, antes deve ser atento aos conselhos de sua amada, pois sabe que são bons. Provérbios 31:26 diz: “fala com sabedoria e a instrução da bondade está na sua língua”. Nesse caso, a submissão não é ordenada pelo marido, mas através de atos voluntários, sem queixa, sem pesar, com prazer… Porque Deus não assim fez para humilhar nenhum dos cônjuges, mas para engrandecer o ministério da família. O verso 22 de Efésios 5 explica a submissão da mulher “ao seu próprio esposo” como algo íntimo entre eles.

Nos versos 23, 24 e 25: “Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele o próprio salvador do corpo. De sorte que, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos. Vós maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela”.

O marido por sua vez tem um papel tão importante quanto. Papel esse comparado ao de Cristo, não de Cristo como Deus, mas como servo. O verso 23 pode ser comparado a I Coríntios 11:3, onde mostra Cristo como cabeça do homem e o homem como cabeça da mulher. Isso não se trata apenas de uma ordem de Deus, mas o próprio reflexo da liderança amorosa e fiel de Cristo com Sua noiva (igreja). Assim como Cristo foi Salvador, o marido tem o dever de sustentar, proteger, defender, preservar e amar sua amada. Mesmo que a autoridade seja estabelecida, a ênfase muda para a grande responsabilidade, afinal o nível padrão de amor é o de Cristo, padrão de amor abnegado e sacrificial, por meio do qual entregou a própria vida.

Versos 26 e 27: “… Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível”.

O desejo do Senhor é de entregarmos nosso casamento sem nenhum defeito, santo. Assim como a igreja santa de Cristo se apresentará ao Cordeiro de Deus. Santificando na palavra de Deus, que é reta e justa para com tudo.

O principal motivo do casamento não deve ser satisfazer os prazeres uns dos outros, mas os dois, que agora são uma só carne, satisfazerem os prazeres de Deus. O casamento que é ensinado nas Escrituras é aquele que deseja acima de tudo Glorificar a Deus. Cônjuges sábios entendem que a melhor forma de ter um casamento abençoado é viver santificando-os na palavra para que sua casa não seja motivo de vergonha ao evangelho.

E Tito 2:5: “… Sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, PARA QUE A PALAVRA DE DEUS NÃO SEJA DIFAMADA”.

Minha oração é para que Deus nos ajude nesse ministério (o qual Ele tem tanta alegria), que Ele proteja nosso lar, nossos maridos e esposas, que a tentação não chegue à nossa casa, mas que sejamos guardados como santos, sem defeito, para que Ele seja Glorificado por meio de nosso casamento e nossas vidas.

Bia Machienzle

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