3 Maneiras Para Vencer a Depressão Pastoral e Evitar Graves Danos

Tem se falado que a depressão é a doença do século. Esse transtorno de humor que causa um sentimento persistente de tristeza e perda de interesse pelas coisas comuns da vida. Essa tristeza profunda gera na pessoa distúrbios físicos e emocionais em graus variados.

Alguns sintomas são notados tais como a dificuldade de dormir satisfatoriamente ou concentrar-se nas tarefas rotineiras. Ainda pode se notar a falta de apetite, a indisposição para fazer exercícios. O nível de energia também diminui. É possível que a pessoa tenha pensamentos suicidas.

De acordo com o site www.tuasaude.com existem 9 tipos de depressão mais comuns, que incluem:

1. Depressão pós-parto: surge após o parto e gera sintomas como tristeza, irritabilidade ou rejeição do bebê;

2. Depressão major: apresenta 5 sintomas característicos da depressão, durante mais de 2 semanas, que comprometem as atividades diárias do indivíduo;

3. Depressão bipolar: caracteriza-se por mudanças constantes no humor dos indivíduos, variando entre depressão profunda e alegria excessiva;

4. Depressão reativa: surge após um acontecimento estressante, como morte de um familiar, e para o qual o indivíduo não consegue reagir;

5. Distimia: presença de vários sintomas típicos de depressão durante mais de 2 anos, sendo o principal a tristeza constante;

6. Depressão atípica: apresenta sintomas contrários aos da depressão normal, tendo os pacientes maior necessidade de dormir, comer ou ter contato íntimo;

7. Distúrbio afetivo sazonal: episódios de depressão anuais, principalmente quando há mudanças de estações, devido à falta de sol, e tem como sintomas fadiga, tendência a comer muito doce e sonolência;

8. Síndrome pré-menstrual: presença de pelo menos 5 dos sintomas comuns da depressão durante o ciclo menstrual, piorando na semana anterior à menstruação;

9. Depressão psicótica: além dos sintomas de depressão, podem aparecer delírios e alucinações.

O pastor não está, infelizmente, imune a essa doença chamada depressão. Como qualquer ser humano ele ou ela pode sofrer alguns dos sintomas que caracterizam a depressão. O problema pastoral se dá em negar que isso é possível. Devido à sua posição de líder de uma igreja, ele(a) terá muitas dificuldades em reconhecer que precisa de ajuda médica e profissional.

Nos dias de hoje a função pastoral é estressante. O pastor tem que ser bem sucedido, ou seja, tem que fazer sua igreja crescer. Essa pressão vem tanto dele mesmo, como da diretoria da igreja e também dos colegas de sua denominação. O pastor precisa desempenhar funções pelas quais não está e não foi preparado nos seminários.

Ainda mais, o pastor ganha um salário baixo, não consegue satisfazer as necessidades de sua família. Entra em dívidas, não encontra maneiras de pagar suas contas. O pastor sofre ainda com as criticas exageradas da comunidade, das cobranças que vão além de suas forças. Tudo isso acaba invariavelmente levando a um estado depressivo.

Kevin Smith, oferece 3 conselhos aos pastores que se encontram depressivos:

1. Lidar com a solidão que pode ser uma parte do ministério. Muitos pastores não tem amigos. Alguns não têm “um” amigo. Esta é uma receita para o desastre no mundo desafiador do ministério pastoral. Se Jesus enviou seus discípulos “dois a dois” e se Pedro se considerava “um dos anciãos,” por que você que realizar seu ministério, e mais importante, sua vida sozinho? Obter um amigo com o qual você pode ser honesto e autêntico com algo mais do que apenas as coisas triviais/profissionais da vida. Obter um amigo para poder falar sobre sentimentos, medos, dúvidas e sonhos.

2. Desejo de ser saudável, fisicamente, emocionalmente e mentalmente. Homens, pastores incluídos, não podem ignorar os gritos de seu corpo (Vá ao médico!), A sua alma (Procurem conselho!), ou sua mente (Vá ao médico!). Se a humanidade e a criação de Deus caíram (Gênesis 3), isso, certamente, inclui nossas mentes. Por favor, não deixe que o orgulho ou a preocupação pela aparência o afaste de buscar de recursos valiosos e conselhos.

3. Distinguir entre a pressão bíblica e pressão dos pares. Em vários cargos ministeriais, eu desfruto da companhia de muitos pregadores que variam em idade, tamanho da igreja e etnia. Muitas vezes, estes irmãos sentem o peso de andar digno de sua vocação divina (Efésios 4:1). Isso é bom. Eles devem sentir esse peso. Infelizmente, porém, muitos desses irmãos também sentem o peso da pressão dos pares que, infelizmente, pode manifestar-se em um espírito competitivo indígno entre os ministros (Êxodo 20: 16-17). Se os pastores são mordomos do mistério do evangelho e mordomos das ovelhas de Deus, então os principais critérios de avaliação de acordo com a Bíblia é a fidelidade (1Coríntios 4:2). Infelizmente, muitos desses mesmos homens analisam seus ministérios pelo critério cultural de importância ou sucesso. Permita que a pressão santificadora das expectativas piedosas e qualificações (1 Timóteo 3 / Titus) moldem o seu ministério. Ao mesmo tempo, rejeite as influências antibíblicas de natureza competitiva de muitos pregadores e do meio ambiente que podem vir das associações, convenções estaduais etc.

A maioria absoluta dos pastores não vão cometer abusos contra a sua vida e a grande maioria não desistirá do ministério. Todavia, uma grande parte dos pastores vai tocar o ministério como podem e do jeito que for possível. A depressão roubará deles o entusiasmo, o compromisso, o desejo profundo de realizar coisas grandes e profundas para o Reino.

Muitos perderão a alegria da salvação e infelizmente levarão consigo suas famílias e suas comunidades. Se você está numa posição em que reconhece que precisa de ajuda, faça isso para o seu próprio bem e para o bem das pessoas que tem por você um grande amor e carinho.

Paz e bem!

Antonio Carlos Barro

Fonte: INFOPASTOR

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